| Rating: | ★★★★ |
| Category: | Movies |
| Genre: | Horror |
Roteiro: Richard Matheson, baseado no seu livro “Hell House”
Produção: Albert Fennell, James H. Nicholson, Norman T. Herman, Susan Hart / 20th Century Fox
Fotografia: Alan Hume
Montagem: Geoffrey Foot
Música: Brian Hodgson, Delia Derbyshire, Dudley Simpson
Direção de Arte: Robert Jones
Elenco: Roddy McDowall, Pamela Franklin, Clive Revill, Gayle Hunnicutt, Roland Culver, Michael Gough, Peter Bowles
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Chris Barrett: “Esta é a pior de todas as casas mal-assombradas. Houve duas tentativas de investigá-la. Foi um desastre, oito pessoas morreram. Fischer foi o único que sobreviveu. E quando se arrastou para fora era um caos mental.”
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Emeric Belasco (voz no gramofone): “Bem-vindos a minha casa. Estou contente porque vieram. Estou certo que vão achar sua estada aqui muito esclarecedora. Pensem em mim como seu anfitrião invisível. E acreditem, durante sua estada aqui estarei com vocês em espírito. Possam vocês achar a resposta que procuram. Ela está aqui, eu lhes juro. E agora... auf Wiedersehen.”
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Ann Barrett: "O que fez ele para deixar essa casa tão malévola, Sr. Fischer?"
Ben Fischer: “Vício de drogas, alcoolismo, sadismo, bestialidade, mutilação, assassinato, vampirismo, necrofilia, canibalismo, para não mencionar uma porção de perversões sexuais. Mas eu... devo prosseguir?”
Ann Barrett: “E como isso terminou?”
Ben Fischer: “Se isso tivesse terminado nós não estaríamos aqui.”
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Ben Fischer: “Eu fui o único que conseguiu sair vivo e são em 1953. E eu vou ser o único a conseguir sair vivo e são também desta vez.”
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Richard Matheson não só é um grande roteirista de TV e cinema como também é um dos melhores escritores de literatura fantástica da segunda metade do século 20. Em seu currículo figuram contos e romances – muitos deles transformados em filmes – como “Encurralado”, “O Incrível Homem Que Encolheu”, “Em Algum Lugar do Passado”, “Eu Sou a Lenda” (filmado duas vezes, com Vincent Price e Charlton Heston), além de dezenas de episódios da clássica série “Além da Imaginação” (onde se destaca “Nightmare at 20.000 Feet”) e adaptações de contos de Edgar Allan Poe para Roger Corman e a American International Pictures.
Confesso admirador do romance “A Assombração da Casa da Colina” de Shirley Jackson e de sua versão cinematográfica, “Desafio ao Além” (63) dirigida por Robert Wise, Richard Matheson escreveu sua própria história de casa mal-assombrada, “Hell House”, que ele mesmo roteirizou para o cinema como “A Casa da Noite Eterna”. Um milionário moribundo, Rudolph Deutsch (Culver), oferece ao físico Chris Barrett (Revill) cem mil libras para investigar a mansão do falecido Emeric Belasco (Gough), um pervertido, onde vários investigadores da paranormalidade e do ocultismo tinham sido mortos ou enlouqueceram. Deutsch acredita que a Mansão Belasco – conhecida como “a casa do inferno” ou “a mansão macabra”, a habitação mais maléfica do mundo graças às perversidades de seu antigo dono – é o único lugar na Terra onde a sobrevivência após a morte possa ser provada. Barrett chega à mansão acompanhado da esposa, Ann (Hunnicutt), de uma jovem médium, Florence Tanner (Franklin) e do único sobrevivente de uma anterior experiência na casa vinte anos antes, Ben Fischer (McDowall). Na lúgubre e assombrada Mansão Macabra ocorrem então estranhos e aterradores fenômenos sobrenaturais.
Para todos os que querem aprender a fazer um bom filme de terror, “A Casa da Noite Eterna” é uma verdadeira aula. Uma trilha sonora eletrônica bastante eficaz e recheada de ruídos estranhos, uma cenografia condizente com o estereótipo de casa mal-assombrada que mora em nosso inconsciente coletivo, uma fotografia que sabe explorar ângulos incomuns e faz uso de grande-angulares na medida certa, interpretações comedidas e principalmente uma narrativa tensa e perturbadora, com cenas que nos fazem ter pesadelos por meses. Tudo isso pode ser encontrado no filme de John Hough. E por tudo isso, “A Casa da Noite Eterna” é um daqueles filmes que não deve ser visto sozinho e à noite.
Particularmente este é meu filme de casa mal-assombrada favorito, logo seguido de “Desafio ao Além”. Impossível esquecer as vezes em que o assisti na Sessão de Gala e no Festival de Sucessos, na Globo. E agradeço por ter esquecido todos os pesadelos que tive depois disso.