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terça-feira, 31 de janeiro de 2006

“ASILO DO TERROR” (“Asylum”, 1972), de Roy Ward Baker

Rating:★★★
Category:Movies
Genre: Horror
Direção: Roy Ward Baker
Roteiro: Robert Bloch
Produção: Milton Subotsky, Max Rosenberg, Gustave M. Berne / Amicus Productions
Fotografia: Denys N. Coop
Montagem: Peter Tanner
Música: Douglas Gamley, inspirado em Modest Mussorgsky
Direção de Arte: Tony Curtis
Elenco: (história de moldura) Robert Powell, Patrick Magee, Geoffrey Bayldon, Sylvia Marriott, Tony Wall (episódio “FROZEN FEAR”) Barbara Parkins, Sylvia Syms, Richard Todd (episódio “THE WEIRD TAYLOR”) Barry Morse, Peter Cushing, Anne Firbank, Daniel Jones, John Franklyn-Robbins (episódio “LUCY COMES TO STAY”) Charlotte Rampling, Britt Ekland, James Villiers, Megs Jenkins (episódio “MANNIKINS OF HORROR”) Herbert Lom


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Dr. Rutheford: “Nunca dê as costas a um paciente.”

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Dr. Martin: “Trabalhar com pessoas mentalmente perturbadas pode levar a um colapso nervoso.”

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Robert Bloch é famoso por ter escrito o romance “Psicose”, base do maior sucesso cinematográfico de Hitchcock, porém desde os anos 40 ele escreveu contos e romances importantes no gênero fantástico, como “A Echarpe”, “O Psicopata” (romances, publicados no Brasil pela Editora Record), “Yours Truly, Jack the Ripper” e “The Skull of Marquis de Sade” (contos). Correspondente do mestre H. P. Lovecraft na juventude, Bloch sempre se notabilizou na literatura de horror, e chegou a escrever roteiros para a TV e o cinema. Por isso a Amicus o contratou para escrever alguns de seus filmes de episódios. “As Torturas do Dr. Diábolo”, “A Casa Que Pingava Sangue” e este “Asilo do Terror” estão entre os mais notáveis.

Chegando ao lúgubre sanatório Dunsmoor para uma entrevista, o Dr. Martin é informado de que o diretor, Dr. Starr, enlouqueceu. O Dr. Rutheford submete Martin a um teste para o emprego: deve visitar vários internos no andar superior do asilo e descobrir qual deles é o Dr. Starr. Martin então, guiado pelo enfermeiro-chefe Max, entrevista a jovem Bonnie, que lhe conta ter sido atacada pela esposa esquartejada do seu amante (“Frozen Fear”), o alfaiate Bruno, que afirma ter sido contratado para fazer um estranho terno para ressuscitar os mortos (“The Weird Taylor”), a viciada Barbara, que jura que sua amiga imaginária Lucy matou seu irmão (“Lucy Comes to Stay”), e o médico Dr. Byron, que faz pequenos robôs com entranhas humanas dotados de consciência (“Mannikins of Horror”).

A trilha sonora de Douglas Gamley usa trechos clássicos de “Uma Noite no Monte Calvo” e “Quadros de uma Exposição”, do músico russo Modest Mussorgsky.

Lembro que assisti ao “Asilo do Terror” por volta de 1979 num sábado à noite na Globo, e fiquei várias noites sem dormir direito por causa da primeira história, da mulher esquartejada que volta a vida. E estranhamente associei este filme à canção “Here Comes the Sun” dos Beatles, aparentemente sem nenhum motivo lógico. Só sei que até hoje quando escuto a música lembro do asilo e sinto arrepios. Anos mais tarde achei a adaptação literária em pocket book da Bantam Books num sebo no Centro da Cidade, com algumas fotos do filme. Talvez o “Asilo do Terror” seja o filme da Amicus que mais me impressionou na vida, e por causa dele passei a perseguir outros filmes da não tão famosa concorrente da Hammer.


“A CASA QUE PINGAVA SANGUE” (“The House That Dripped Blood”, 1970), de Peter Duffell

Rating:★★★
Category:Movies
Genre: Horror
Direção: Peter Duffell
Roteiro: Robert Bloch, Russ Jones (no episódio “WAXWORKS”)
Produção: Milton Subotsky, Max Rosenberg, Paul Ellisworth, Gordon Westcourt / Amicus Productions
Fotografia: Ray Parslow
Montagem: Peter Tanner
Música: Michael Dress
Direção de Arte: Tony Curtis
Elenco: (história de moldura)John Bryans, John Bennett, John Malcolm (episódio “METHOD FOR MURDER”) Denholm Elliott, Joanna Dunham, Tom Adams, Robert Lang (episódio “WAXWORKS”) Peter Cushing, Joss Ackland, Wolfe Morris (episódio “SWEETS TO THE SWEET”) Christopher Lee, Nyree Dawn Porter, Chloe Franks (episódio “THE CLOAK”) Jon Pertwee, Ingrid Pitt, Geoffrey Bayldon


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Sgto. Martin: “Houve outro inquilino antes dele. E uma nova desgraça. De um outro tipo. Não como as outras. Não exatamente como as outras. É aquela casa. Há alguma coisa com ela.”

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Apesar de ser o mais famoso Drácula do cinema, Christopher Lee também já foi vítima de forças sobrenaturais. Não se deixe enganar pelo título “A Casa Que Pingava Sangue”, pois além de alguns vampiros, um serial killer, uma bruxa e duas decapitações, o filme está longe dos corriqueiros banhos de sangue dos filmes de "terror" (???) dos anos 80 e 90. Este é um dos clássicos filmes de terror em episódios que tornaram a produtora inglesa Amicus a principal concorrente da famosa Hammer Films. O estilo gótico é bem típico dos filmes de terror da virada dos anos 60 para os 70. Ótimos atores, histórias bizarras que geralmente envolvem o sobrenatural, o crime e/ou a loucura, roteiros de Robert Bloch (importante escritor de horror, mais conhecido pelo livro “Psicose”, que serviu de base para o filme de Alfred Hitchcock), direção de arte e figurinos bem datados e uma trilha sonora lúgubre e que ajuda a criar o clima de medo.

O filme tem quatro episódios e o que os costura é um inspetor da Scotland Yard que procura por um ator de filmes de terror desaparecido após alugar a casa do Sr. Stoker (referência óbvia ao autor de “Drácula”). Na delegacia mais próxima, o chefe de polícia conta a ele outros casos estranhos que ocorreram em relação à casa. A primeira história (“Method for Murder”) mostra um escritor de romances de horror assombrado por um serial killer que ele mesmo criou em seu último livro. A segunda (“Waxworks”) mostra dois velhos amigos obcecados pela estátua de cera de uma mulher por quem ambos foram apaixonados na juventude. A terceira (“Sweets to the Sweet”) apresenta um pai austero e rígido que se muda para a casa com a filha e uma babá que não entende o real motivo de tanta severidade por parte do pai: medo da filha, que supostamente é uma bruxa. E a última (“The Cloak”), que finalmente fala do velho ator de filmes de horror que começa a se sentir estranho após adquirir uma capa de vampiro num antiquário pouco antes deste fechar.

Este – e vários filmes da Amicus Productions – é um dos filmes de terror que mais reprisaram nos anos 70 e 80 nos Corujões, Sessões de Gala e Festivais de Sucesso da Rede Globo e posteriormente na Rede Bandeirantes e fizeram a alegria de crianças ávidas por histórias assustadoras daquela época.