| Rating: | ★★★★ |
| Category: | Movies |
| Genre: | Cult |
Direção: Alan Parker
Roteiro: Roger Waters e Alan Parker, baseado no álbum "The Wall", do Pink Floyd
Produção: Alan Marshall, Garth Thomas / MGM
Fotografia: Peter Biziou
Montagem: Gerry Hambling
Música: Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason, Richard Wright e Michael Kamen
Direção de Arte: Chris Burke, Clinton Cavers, Brian Morris
Elenco: Bob Geldof, Christine Hargreaves, James Laurenson, Eleanor David, Bob Hoskins, Kevin McKeon, Alex McAvoy, Michael Ensign
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"Is there anybody out there?"
(Pink)
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Quatro anos depois de "O Expresso da Meia-Noite", Alan Parker dirigiu este delírio psicótico-musical ao som de Pink Floyd. Disse a crítica: “É terrível, hipnótico, alucinatório e repulsivo. Numa palavra, brilhante”. “Os sentimentos do filme estão anos-luz além da celebração pop da puberdade que os Beatles trouxeram e da explosão satânica da adolescência no início dos Rolling Stones. E vai além do niilismo punk da década de 70. Entra na dimensão que só pode ser descrita como zona morta. A reflexão do filme é fetal”. Escrito por Roger Waters, um dos fundadores do Pink Floyd, em 1965, e do qual foi letrista principal desde 1968, “Pink Floyd – The Wall” tem um pouco mais que uma dúzia de linhas de diálogo. A narrativa se desenvolve através das músicas do álbum “The Wall” (1979), combinando-as com um espetáculo de imagens fragmentadas, misturando fantasia melodramática, flash-backs em estilo documentário, trechos de programas de TV e de filmes antigos em preto e branco, visões surreais, seqüências de cartuns simbólicos (tão impressionantes quanto as imagens criadas por Alan Parker são os desenhos animados de Gerald Scarfe, cartunista inglês que já trabalhou na animação de concertos do Pink Floyd. Todas as fantasias que Waters e Parker não puderam capturar em música e ação fílmica, Scarfe trouxe para a vida sob a forma de desenhos metafóricos). O resultado é um amálgama extraordinário, de uma espécie raramente conseguida na tela, quase impossível de ser imitada, como acontece com os sons inconfundíveis produzidos pelo Pink Floyd. Com Bob Geldof como o astro Pink, Eleanor David como sua esposa, Christine Hargreaves como a mãe, Alex McAvoy como o professor e Bob Hoskins fazendo seu empresário.
Pink Floyd sempre foi minha banda de rock favorita e este foi um dos dois filmes que mais assisti na vida, no cinema: 29 vezes. Quase todas na mesma semana no cine Veneza, na praia de Botafogo, aqui no Rio. Num tempo bom em que se podia pagar um ingresso e assistir o filme quantas vezes se quisesse, sem ser enxotado pra fora como nesses cineminhas de shopping de hoje em dia. Fiquei rouco de tanto cantar da minha cadeira cativa na segunda fileira do Veneza, enquanto o resto do público se deprimia. Este foi outro pôster que freqüentou a parede do meu quarto por longos anos, sendo que escaneei o folheto autografado pelo próprio Alan Parker (no canto superior esquerdo). Assistir “Pink Floyd – The Wall” no cinema é uma das experiências que tive que me faz perguntar por que alguém precisa usar drogas para 'viajar', delirar, alucinar e ter experiências extraordinárias. Sinceramente, com um filme desses, PRA QUÊ?
Mais um poster brasileiro. Sempre que possível postarei as versões nacionais dos cartazes de filmes estrangeiros comentados aqui, como já fiz em "Um Passe de Mágica" e "O Expresso da Meia-Noite". Este foi autografado pelo próprio Alan Parker quando esteve aqui no Rio para um festival de cinema.