sexta-feira, 10 de dezembro de 2004

"A PROFECIA" ("The Omen", 1976), de Richard Donner

Rating:★★★★
Category:Movies
Genre: Horror


Direção: Richard Donner
Roteiro: David Seltzer, baseado no seu romance homônimo
Produção: Harvey Bernhard, Mace Neufeld, Charles Orme / 20th Century Fox
Fotografia: Gilbert Taylor
Montagem: Stuart Baird
Música: Jerry Goldsmith
Direção de Arte: Carmen Dillon, George Richardson
Elenco: Gregory Peck, Lee Remick, David Warner, Billie Whitelaw, Leo McKern, Harvey Stephens, Patrick Troughton, Martin Benson, Holly Palance, John Stride, Nicholas Campbell, Bruce Boa

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Quando os judeus voltarem a Zion
E um cometa preencher o céu
E o Santo Império Romano se levantar,
Então você e eu devemos morrer.

Do Mar Eterno ele vai se levantar,
Criando exércitos em cada margem,
Virando cada homem contra seu irmão
Até que o homem não mais exista.


(Padre Brennan, citando o Livro do Apocalipse de São João)

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David Warner, outro dos meus cult-atores, me remete diretamente a este clássico de terror dos anos 70. Baseado no livro de David Seltzer, com roteiro do próprio e direção do ótimo Richard Donner, “A Profecia” veio no vácuo do sucesso de “O Exorcista”, contando a história do nascimento do Anti-Cristo. O embaixador norte-americano em Londres, Robert Thorn (Gregory Peck), recebe a notícia de que seu filho recém-nascido morreu no parto e adota uma criança, que nasceu na mesma hora que seu filho e cuja mãe morreu, sem que sua esposa Katherine (Lee Remick) saiba. Assim Damien Thorn (Harvey Stephens) cresce feliz. Porém coisas estranhas começam a acontecer quando ele completa um ano: sua babá (Holly Palance, filha do ator Jack Palance) se enforca diante de todos durante a festa de aniversário, ele tem um ataque de pânico ao ser levado a uma igreja, provoca o caos entre os animais de um zoológico. Um padre perturbado (Patrick Troughton, que já foi o Doutor Who) procura o embaixador dizendo que presenciou o nascimento de Damien e que ele precisa ser morto. Thorn o expulsa do seu gabinete e o fotógrafo Keith Jennings (David Warner) tira fotos do padre, que mais tarde se revelam bastante estranhas e terrivelmente proféticas. Uma nova babá, a srta. Baylock (Billie Whitelaw), se apresenta na mansão dos Thorn e passa a tomar conta do pequeno Damien, com ajuda de um sinistro cão rotweiller. Aos poucos o terror vai se instaurando nesse cenário, e o destino dos personagens é selado por forças do próprio Inferno, até o final surpreendente e fora dos padrões de Hollywood. Oscar de melhor trilha sonora para Jerry Goldsmith, indicado também para melhor canção, “Ave Satani”.

Um dos três filmes que mais me senti frustrado em não poder assistir no cinema por causa da censura, “A Profecia” foi um marco cinematográfico da década de 70 e da minha vida. O filme foi alardeado como o grande sucessor de “O Exorcista”, e mais assustador que ele. Lembro que fez muito sucesso de crítica e de bilheteria na época.

Minha mãe e duas primas foram ver na semana de estréia, no cine Palácio, no passeio público, aqui perto de casa, e as três saíram assustadíssimas do cinema. E eu fiquei em casa, roendo minhas unhas de inveja delas. Tive que me contentar em ler a sátira da revista MAD e o livro de David Seltzer, que devorei aos 11 anos de idade. Lembro que fui numa festa com meus pais e o livro debaixo do braço. Como era uma festa de gente mais velha, me aboletei numa poltrona e enfiei meu nariz no livro. A anfitriã, amiga dos meus pais, ficou chocada com “o tipo de leitura que eles permitiam que eu lesse naquela idade”.

Também foi um dos discos de trilha sonora que mais me deu trabalho em conseguir, e se tornou uma das minhas duas trilhas favoritas de todos os tempos, ao lado de “Tubarão” de John Williams.

Gosto muito das duas continuações também (especialmente a trilha do segundo filme, mais assustadora que a do original!), porém “A Profecia” continua sendo um marco dentre os filmes de horror que tem o Diabo como tema.

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NOTA: Para quem costuma aparecer aqui e ainda não notou, estou tentando postar o máximo de CARTAZES ORIGINAIS BRASILEIROS dos filmes que comento. Tenho um bom arquivo de press-releases, cartazes, folhetos e postais de filmes, principalmente dos anos 70 e 80, e estou escaneando esse material para ativar a memória de quem viu esses filmes no cinema nos respectivos lançamentos. Portanto ao invés de “Magic”, “Midnight Express” ou “The Omen”, vocês podem ver aqui “Um Passe de Mágica”, “O Expresso da Meia-Noite” e “A Profecia”. Espero estar contribuindo assim para a memória do cinema no Brasil na internet.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2004

THE SAGA BEGINS, de Weird Al Yankovic e Don McLean


Description:
Lembram de "American Pie", de Don McLean? Linda canção! Marcou época, virou hino de algumas gerações. Eu particularmente gosto muito.

Mas esqueçam a canção original, e deixem pra lá a versão da Madonna. A melhor mesmo é a mixórdia que Weird Al Yankovic fez usando a melodia da canção de McLean como pano de fundo, com uma letra pra lá de criativa resumindo toda a história do pífio "Episódio 1: A Ameaça Fantasma" da saga "Guerra nas Estrelas" de George Lucas.

A extraordinária trilogia clássica - "Guerra nas Estrelas", "O Império Contra-Ataca" e "O Retorno de Jedi" - não merecia ter uma introdução tão medíocre como essa. Porém graças ao engodo pirotécnico de Lucas para vender videogames e bonequinhos - com direito a um Darth Vader mirim que grita "Yupiii!" e a trapalhada digital de Jar-Jar Binks - a mente ferina de Al Yankovic nos presenteou com essa magnífica sátira musical. Diga-se de passagem, bem melhor que o filme que a inspirou! ;-)

P.S.: Especialmente dedicada aos meus amigos do Conselho Jedi Rio de Janeiro que sabem que o filme é um lixo, e à Bia (http://dynbia.multiply.com), que com sua lembrança de "American Pie" me fez chafurdar no meu baú de fitas cassete para ouvir de novo esta música que marcou o ano de 1999. :-)

Para ver o clipe, clique aqui: http://www.youtube.com/watch?v=4ttidEl0gXU

Ingredients:
"THE SAGA BEGINS"
(letra de Weird Al Yankovic sobre a melodia de "American Pie", de Don McLean)

A long, long time ago
In a galaxy far away
Naboo was under an attack
And I thought me and Qui-Gon Jinn
Could talk the Federation in-
To maybe cutting them a little slack
But their response, it didn't thrill us
They locked the doors and tried to kill us
We escaped from that gas
Then met Jar Jar and Boss Nass
We took a bongo from the scene
And we went to Theed to see the queen
We all wound up on Tatooine
That's where we found this boy...

Oh my my, this here Anakin guy
Maybe Vader someday later - now he's just a small fry
And he left his home and kissed his mommy goodbye
Sayin' 'Soon I'm gonna be a Jedi'
'Soon I'm gonna be a Jedi'

Did you know this junkyard slave
Isn't even old enough to shave
But he can use the Force, they say
Ahh, do you see him hitting on the queen
Though he's just nine and she's fourteen
Yeah, he's probably gonna marry her someday
Well, I know he built C-3PO
And I've heard how fast his pod can go
And we were broke, it's true
So we made a wager or two
He was a prepubescent flyin' ace
And the minute Jabba started off that race
Well, I knew who'd win first place
Oh yes, it was our boy

We started singin'...
My my, this here Anakin guy
Maybe Vader someday later - now he's just a small fry
And he left his home and kissed his mommy goodbye
Sayin' 'Soon I'm gonna be a Jedi'
'Soon I'm gonna be a Jedi'

Now we finally got to Coruscant
The Jedi Council we knew would want
To see how good the boy could be
So we took him there and we told the tale
How his midi-chlorians were off the scale
And he might fulfill that prophecy
Oh, the Council was impressed, of course
Could he bring balance to the Force?
They interviewed the kid
Oh, training they forbid
Because Yoda sensed in him much fear
And Qui-Gon said, 'Now listen here
Just stick it in your pointy ear
I still will teach this boy'

He was singin'...
My my, this here Anakin guy
Maybe Vader someday later - now he's just a small fry
And he left his home and kissed his mommy goodbye
Sayin' 'Soon I'm gonna be a Jedi'
'Soon I'm gonna be a Jedi'

We caught a ride back to Naboo
'Cause Queen Amidala wanted to
I frankly would've liked to stay
We all fought in that epic war
And it wasn't long at all before
Little Hotshot flew his plane and saved the day
And in the end some Gungans died
Some ships blew up and some pilots fried
A lot of folks were croakin'
The battle droids were broken
And the Jedi I admire most
Met up with Darth Maul and now he's toast
While I'm still here and he's a ghost
I guess I'll train this boy

And I was singin'...
My my, this here Anakin guy
Maybe Vader some day later - now he's just a small fry
And he left his home and kissed his mommy goodbye
Sayin' 'Soon I'm gonna be a Jedi'
'Soon I'm gonna be a Jedi'

We were singin'...
My my, this here Anakin guy
Maybe Vader some day later, now he's just a small fry
And he left his home and kissed his mommy goodbye
Sayin' 'Soon I'm gonna be a Jedi'


Directions:
Para ver o clipe clique aqui!

E veja também a versão de Lego!

"The Saga Begins", do álbum "Running With Scissors", de Weird Al Yankovic, 1999.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2004

ENCONTRO DE FOTOLOGGERS DE NATAL!

Start:     Dec 8, '04 8:00p
End:     Dec 9, '04 3:00a
Location:     No restaurante HIDEAWAY - Rua das Laranjeiras, 308 (junto ao CCAA, em frente às Casas Casadas) - Telefone: 2285-0921
É HOJE! Quarta-feira, dia 8 de dezembro!

No HIDEAWAY, em Laranjeiras!

Acesso fácil: sem escadas, no térreo!

Restaurante coberto.

Condução na porta para todos os lugares:
Ônibus, na ida e na volta: 422, 583, 584, 184, 180, 497, 498, 569, 570.
O ponto do ônibus 996 é a 50 metros do local.
Metrô Largo do Machado a 15 minutos.

Manobreiro (pago) para estacionamento em frente ao restaurante.

Estacionamento na rua em frente ao restaurante.

Teremos duas mesas de 30 lugares cada, com direito a boate liberada, gentilmente, PARA NÓS.... a partir das 23:30h. Quem não quiser sentar, tem espaço sobrando e até uma mesa de sinuca, pra distrair!

Cartela individual
Comida deliciosa
Música ambiente (o som da boate não é ouvido na pizzaria, onde vamos ficar)

AR condicionado

OBS: Quem quiser participar do amigo oculto, leva um presente unissex, no valor mínimo de R$ 1,99. Chegando lá, a gente sorteia. Quem não quiser, não participa, OK?... Numa boa!

NÃO FALTE!!! E NÃO SE ESQUEÇA DO CRACHÁ!!!

DOIDA DEMAIS


Até semana passada eu ouvia isso pelo menos uma vez a cada três dias para matar as saudades da Vani. Nunca me recuperei da ausência dela nas minhas noites de sexta-feira... Mas depois da notícia da volta de "Os Normais" em dose tripla em 2005 (vide notícia anterior), agora eu ouço isso direeeeeto no repeat!!! :-)))

"DOIDA DEMAIS"
(Lindomar Castilho / Ronaldo Adriano)
Interpretado por Lindomar Castilho

Eu pensei em lhe entregar
Meu amor, meu coração
Meu carinho e muito mais
Mas parei por um instante
Pensei mais dois minutinhos
E voltei um pouco atrás

Recordei que no passado
Você esteve ao meu lado
E roubou a minha paz
Hoje me serve de exemplo
Vou fugir enquanto é tempo
Você é doida demais

Você é doida demais
Você é doida demais
E você é doida demais
Doida, muito doida
Você é doida demais

Eu não quero e nem preciso
De amor doido, sem juízo
Para comigo viver
Pois eu sou aquele homem
Que pensou lhe dar um nome
E você nem quis saber

Todo dia me enganava
Sempre você me trocava
Pelo amor de outro rapaz
Você é tão leviana
Nisso você não me engana
Você é doida demais

Você é doida demais
Você é doida demais
E você é doida demais
Doida, muito doida
Você é doida demais

Você é doida demais
Você é doida demais
E você é doida demais
Doida, muito doida
Você é doida demais

terça-feira, 7 de dezembro de 2004

TRÊS MOTIVOS NORMAIS PARA ESPERAR 2005 COM ANSIEDADE!


Publicado no jornal "O Dia" de sábado, 4 de dezembro de 2004:

+ NORMAL

Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães preparam volta do programa e novo filme

Alícia Uchôa

Sem temporada de Os Normais este ano, os fãs da série não precisam se sentir órfãos de Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres). Os autores Alexandre Machado e Fernanda Young, junto com o diretor José Alvarenga Jr., já preparam a volta do casal à TV e aos cinemas no ano que vem. Para dar um gostinho, antes da nova temporada, a dupla entra no ar para fazer festa.

“Para os 40 anos da Globo, em abril, a gente vai fazer um especial de 20 minutos, que o Alexandre já começou a escrever. O episódio se passa daqui a 40 anos, em 2045. A gente voltou a se reunir para falar disso e foi muito divertido. A partir disso, começamos a ficar com saudades e há um interesse nosso de ter mais uma temporada, de 10 ou 12 episódios”, avisa o diretor.

Mas não foram só eles que sentiram falta das brigas e situações inusitadas vividas por Rui e Vani. “Os Normais tiveram muito êxito, as pessoas pediam a volta nas ruas e por e-mail. Uma prova dessa carência são os DVDs, que vendem pra burro”, orgulha-se Alvarenga, lembrando o filme, que arrecadou quase R$ 3 milhões e ganhou prêmios em festivais de Miami e Nova Iorque.

Além de novas piadas, uma nova temporada abre caminho para mais um longa-metragem com base no humorístico. “Na verdade, Os Normais 2 deveria ter sido rodado e lançado este ano. O problema foi a nossa agenda. Eu dirigindo A Diarista, Fernanda (Torres) com peça em São Paulo, nós três (ele, Fernanda Young e Alexandre Machado) atribulados com Os Aspones, não tivemos tempo. Agora já temos alguns programas consolidados para mais uma temporada, que ajudaria a lançar o segundo filme do casal”, torce o diretor. O público endossa a torcida.


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Resumindo... em 2005:

- Especial de "Os Normais" passado daqui a 40 anos;
- "Os Normais - O 2º Filme" nos cinemas;
- A volta da série de TV em pelo menos 12 programas.


Pra quem me conhece, sabe que tá muito difícil tirar o sorriso de orelha a orelha da cara e diminuir o estado de total excitação e alegria desde sábado... :-D

E pra quem ainda não me conhece ou tem dúvida do quanto eu adoro "Os Normais", é só dar uma passadinha aqui ... ;-)

domingo, 5 de dezembro de 2004

CANTINA DE MOS EISLEY




HAPPY HOUR NA CANTINA DE MOS EISLEY !

Sou fã de "Star Wars" desde o tempo em que se chamava "Guerra nas Estrelas". Assisti a toda a trilogia clássica nas suas respectivas estréias, em 1978, 1981 e 1983, e logo passei a colecionar muita coisa relativa à saga de George Lucas. Discos, livros, histórias em quadrinhos, pôsteres, revistas de cinema, miniaturas de naves, objetos e finalmente os action figures, mais conhecido entre os leigos como "bonequinhos". Eu também os chamo assim, principalmente quando não tenho grana para comprar um, coisa que não faço há mais de dois anos.

Comecei a colecioná-los em 1999 e no ano seguinte montei essa reprodução anárquica da Cantina de Mos Eisley (foto 1), um dos cenários mais famosos do filme original de 1977, onde o jovem Luke Skywalker e o velho jedi Ben Kenobi se encontram com Han Solo e Chewbacca pela primeira vez. O filme sugere que a cantina do espaçoporto de Mos Eisley (que na verdade se chama Chalmun's Cantina) é o ponto de encontro dos mais diversos tipos de alienígenas de toda a galáxia. Por isso ampliei esse conceito fazendo presença de alguns personagens famosos do cinema e da TV de ficção científica: Alien, Predador, ET, Superman, Supergirl, o marciano Marvin, Buzz Lightyear, entre outros alienígenas e viajantes do espaço sideral.

Esta primeira cantina foi feita com o cenário de papelão vendido pela Kenner/Hasbro (a empresa que fabrica as miniaturas oficiais de "Star Wars" nos EUA) e ficou exposta na estante da sala da minha casa durante um bom tempo. Hoje finalmente apresento a vocês a "fotonovela" que desde o início imaginei fazer com esta maquete, tendo como inspiração básica as sátiras de cinema da revista MAD (fotos de 2 a 11).

No início do ano passado montei a versão "oficial" da Cantina de Mos Eisley em madeira, metal, papelão e isopor – baseada na planta original usada no filme "Guerra nas Estrelas" – para a "2ª EXPO-COLEÇÕES", organizada pelo meu amigo Felipe Trotta e exposta ao público no Forte de Copacabana em julho de 2003 (fotos de 12 a 22). Hoje esta maquete de um metro quadrado se encontra aqui em casa, mas ainda incompleta. Em breve farei os acabamentos finais e ela será reaberta ao público (que vier me visitar, naturalmente) com toda a pompa e circunstância que um estabelecimento dessa importância histórico-cultural merece.

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2004

"OS AVENTUREIROS DO TEMPO" ("Time Bandits", 1981), de Terry Gilliam

Rating:★★★★
Category:Movies
Genre: Cult


Direção: Terry Gilliam
Roteiro: Terry Gilliam, John Cleese, Michael Palin, Eric Idle
Produção: George Harrison, Denis O'Brien, Terry Gilliam, Neville C. Thompson / Handmade Films, Avco Embassy Pictures
Fotografia: Peter Biziou
Montagem: Julian Doyle
Música: Mike Moran, George Harrison
Direção de Arte: Norman Garwood, Millie Burns
Elenco: Craig Warnock, David Rappaport, Kenny Baker, Jack Purvis, Malcolm Dixon, Tiny Ross, Michael Edmonds, John Cleese, Sean Connery, Michael Palin, Shelley Duvall, Ian Holm, David Warner, Ralph Richardson, Peter Vaughan, Katherine Helmond, Charles McKeown, Jim Broadbent, David Leland

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O Mal: No one created me! I am Evil! Evil existed long before Good. I cannot be unmade. I am all-powerful!
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Kevin: Why does there have to be evil?
Ser Supremo: I think it has something to do with free will.

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Terry Gilliam também nos deu esta fantasia estranha e divertida. Lançado no Brasil em vídeo e na TV com o título de “Bandidos do Tempo”, o filme conta a história de Kevin (Craig Warnock), um garoto inglês que acidentalmente se junta a um grupo de anões viajantes do tempo e do espaço que roubaram um mapa do Ser Supremo (Ralph Richardson) indicando a localização de todas as falhas da Criação. Não menos do que ajudantes na própria gênese do universo, eles pretendem usar esses ‘buracos’ para pular de um tempo a outro, roubando o máximo que puderem, garantindo sua liberdade e independência de Deus, e uma fortuna para usufruírem pela eternidade. Dessa forma – com o atordoado Kevin a tiracolo e perseguidos pelo Ser Supremo – eles roubam Napoleão (Ian Holm) durante a Batalha de Castiglione, no final do século 18, tentam enganar Robin Hood (John Cleese, estranhíssimo como o nobre ladrão), e fazem Agamenon (Sean Connery) de bobo na Grécia antiga. Fazendo uma pequena pausa em seus roubos atemporais, o grupo descansa a bordo de um luxuoso transatlântico em 1912, que cruza o Atlântico norte rumo a... um iceberg! Enquanto relaxam e fazem planos a bordo do R.M.S. Titanic, eles nem desconfiam que estão sendo observados pelO Mal, a criatura mais maléfica e perversa da Criação (David Warner), que tenta a todo custo atraí-los para sua Fortaleza das Trevas e roubar-lhes o mapa, a fim de dominar todo o universo.

Além de John Cleese, Michael Palin é outro “pythoniano” que dá as caras aqui, além de co-escrever o roteiro com Terry Gilliam. Seres e imagens fantásticas povoam esse estranho universo, como gigantes que usam navios como chapéus, cavaleiros montados que pulam de dentro de armários, e homens-porco. Além disso a roupa, armadura – enfim, o que quer que seja aquilo! – dO Mal lembra muito as criaturas e invenções do perturbado desenhista H. R. Giger. David Rappaport, Jack Purvis e Kenny Baker (o lendário robô R2-D2, de “Guerra nas Estrelas”) estão entre os anões bandidos do tempo, enquanto Shelley Duvall, Peter Vaughan, Katherine Helmond e Jim Broadbent completam o elenco.

Vi “Os Aventureiros do Tempo” no Cine Arte UFF, em Niterói, com minha amiga e ex-namorada Denise, que adorava o filme. Isso foi quatro anos antes de “Brazil” e os delírios de Terry Gilliam já me deixavam fascinados. Além disso já tinha visto os filmes do Monty Python, já era fã deles e sabia o que esperar de um filme saído da cabeça dos membros do grupo: isto é, pode-se esperar qualquer coisa!