segunda-feira, 30 de outubro de 2006
domingo, 29 de outubro de 2006
THE THING
Posters, fotos de cena, três edições do livro que publicou o conto de John W. Campbell, minisséries em quadrinhos da editora Dark Horse Comics dando continuidade à história do filme ("The Thing From Another World", "Climate of Fear", a edição encadernada com as duas histórias, "Eternal Vows" e Dark Horse Comics 15) e duas versões de como seria a criatura em sua forma original.
Para ler meu texto sobre o filme clique em "O Enigma de Outro Mundo" (1982), de John Carpenter.
“O ENIGMA DE OUTRO MUNDO” (“The Thing”, 1982), de John Carpenter
| Rating: | ★★★★★ |
| Category: | Movies |
| Genre: | Horror |
Roteiro: Bill Lancaster, baseado no conto “Who Goes There?” de John W. Campbell Jr.
Produção: David Foster, Lawrence Turman, Wilbur Stark, Larry Franco, Stuart Cohen / David Foster Productions / Turman-Foster Company / Universal Pictures
Fotografia: Dean Cundey
Montagem: Todd Ramsay
Música: Ennio Morricone
Direção de arte: Henry Larrecq, John J. Lloyd
Efeitos especiais: Albert Whitlock, Roy Arbogast
Efeitos especiais de maquiagem: Rob Bottin, Stan Winston
Elenco: Kurt Russell, Wilford Brimley, Richard A. Dysart, Keith David, Charles Hallahan, Donald Moffat, T. K. Carter, David Clennon, Richard Masur, Peter Maloney, Joel Polis, Thomas Waites
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computador: "Probabilidade de um ou mais membros da equipe estarem infectados: 75%. Se organismo intruso chegar às areas habitadas, a população mundial estará infectada 27.000 horas após primeiro contato."
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McCready: "Eu sei que sou um ser humano. E se vocês todos forem essas coisas, me atacariam agora, portanto alguns de vocês ainda são humanos. Esta coisa não quer aparecer, quer esconder-se numa imitação. Lutará se for preciso, mas aqui fora é vulnerável. Se nos assimilar não terá mais inimigos, não haverá ninguém para matá-la. Então terá vencido. Vem aí uma tempestade, dentro de seis horas. Veremos quem é quem."
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Ao lado de Stan Winston, Rick Baker, Dick Smith e Tom Savini, Rob Bottin integra o time de grandes artistas da maquiagem e dos efeitos especiais dos últimos 30 anos do cinema norte-americano. Com apenas 22 anos ele já tinha em seu currículo filmes como “Piranha” e “Grito de Horror” – ambos de Joe Dante –, “Fog, a Bruma Assassina” e “O Enigma de Outro Mundo” – ambos de John Carpenter. E foi aqui, na refilmagem do clássico “O Monstro do Ártico” (“The Thing From Another World”, 1951), que Bottin teve sua prova de fogo: dar vida à criatura transmorfa da história.
“The Thing” de John Carpenter não é propriamente uma refilmagem no sentido que conhecemos da palavra, mas sim uma versão cinematográfica mais fiel ao conto original, “Who Goes There?”, escrito por John W. Campbell em 1938. No conto uma equipe de exploração na Antártida descobre um alienígena que tem o poder de se metamorfosear em qualquer ser vivo que esteja próximo dele. Assim a criatura pode se infiltrar entre os exploradores e assimilar todos os outros. É como em “O Caso dos Dez Negrinhos” de Agatha Christie, a ameaça se esconde entre os membros do grupo, o que leva a uma situação de total paranóia. Em 1951 Howard Hawks e Christian Nyby não tinham tecnologia para reproduzir no cinema o monstro transmorfo da imaginação de John W. Campbell, e optaram por fazer um filme claustrofóbico com um alienígena frankensteiniano de origem vegetal.
Três décadas depois John Carpenter e Rob Bottin tinham à disposição tecnologia suficiente para fazer uma adaptação realmente fiel ao terror e à paranóia do conto original. Doze membros da estação polar 31 na Antártida acolhem um husky siberiano após ele ser perseguido por um helicóptero com dois noruegueses aparentemente enlouquecidos. Os noruegueses morrem e o cão é mantido na base americana. Diante da estranha situação, os membros da base 31 decidem investigar a estação norueguesa, atrás de possíveis sobreviventes de alguma ação assassina. Encontram tudo queimado e destruído, com estranhos cadáveres, um enorme bloco de gelo aberto como um caixão natural e gravações em vídeo da equipe. Levam um bizarro corpo mutilado e queimado de volta à base americana para uma autópsia. Até que eles descobrem que o distorcido cadáver não está morto e que o cachorro não é exatamente o que eles pensam ser. Carpenter mudou a ação do polo norte para o polo sul e homenageou o filme original inserindo um trecho dele como sendo o vídeo da equipe norueguesa.
Para apresentar um alienígena transmorfo, Rob Bottin – na época com 22 anos – criou efeitos especiais inéditos e revolucionários, que chocaram público e crítica. As metamorfoses da criatura eram grotescas e sangrentas, porém se adequavam perfeitamente à narrativa e à história. Muitos críticos atacaram o filme no lançamento pelo excesso de efeitos visuais impactantes, que segundo eles desviavam a atenção do público. Porém com o passar do tempo, vemos que os efeitos especiais aqui – mesmo sendo repugnantes – são extremamente eficazes e ajudam na construção da narrativa e na atmosfera de medo do desconhecido que envolve o filme. Aliás “The Thing” de John Carpenter é um dos raros exemplos cinematográficos onde efeitos especiais nojentos e exagerados se adequam perfeitamente ao contexto da história. Uma perfeita fusão entre ficção científica e horror, regada de muita paranóia.
“O Enigma de Outro Mundo” foi lançado nos cinemas americanos com poucas semanas de diferença de “E.T.” de Steven Spielberg, que logo se tornou um dos maiores recordes de bilheteria da História. O fato de “E.T.” apresentar um alienígena frágil e bondoso, ameaçado pelos “terríveis” humanos, em contraponto à criatura transmorfa, letal e ameaçadora de John Carpenter, fez com que “The Thing” fosse totalmente ofuscado e esquecido por anos. Porém o filme fez uma boa carreira em vídeo e mais recentemente em DVD, e com o passar do tempo se tornou um dos maiores cult-movies de terror e ficção científica dos anos 80, com um público fiel e entusiasmado até hoje.
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Para ver meu álbum com 120 fotos do filme clique aqui.
sábado, 28 de outubro de 2006
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
Puft-Puft / A Flauta Encantada
No original, HR Pufnstuf, no Brasil rebatizado de "Puft-Puft" (ou "A Flauta Encantada"). Era um programa infantil norte-americano altamente lisérgico, sobre Jimmy, um garoto que encontra uma ilha perdida, cheia de criaturas estranhas e divertidas, com um dragão como prefeito, dois anões mudos como a força policial, uma floresta enfeitiçada e a bruxa Witchiepoo, moradora de um castelo assombrado, que tenta a todo custo roubar Freddie, a flauta falante de Jimmy. A série foi produzida por Sid e Marty Krofft de 1969 a 1974.
É o que eu digo... quem cresceu assistindo "Puft-Puft", "Banana Splits" e "A Pantera Cor-de-Rosa" na TV nunca precisou usar drogas. As alucinações e viagens lisérgicas que esses programas causavam duram várias décadas!
quarta-feira, 25 de outubro de 2006
NAS MONTANHAS DA LOUCURA
Ao contrário da obra de Edgar Allan Poe, que foi largamente adaptada para o cinema, poucos contos de H. P. Lovecraft ganharam versões em celulóide, e os poucos que conseguiram não têm muita relevância (com raras e louváveis exceções).
Há algum tempo vem se falando de uma adaptação do clássico conto Nas Montanhas da Loucura pelo cineasta mexicano Guillermo Del Toro. Ambientado na Antártida e com a apresentação de algumas famosas entidades lovecraftianas, como os shoggoths e os old ones, o longo conto é um dos mais aclamados pelos fãs de Lovecraft. Hoje o site Omelete anunciou a retomada do projeto pelo enfant terrible Del Toro.
Guillermo Del Toro comenta adaptação de livro de Lovecraft
Agora o cineasta diz que tem novos planos para Nas montanhas da loucura, cujo roteiro ele já começara a escrever com Matthew Robbins, seu parceiro em Mutação (Mimic, 1997). Em entrevista ao IGN, Del Toro contou que o filme pode ser seu próximo, assim que ele terminar Hellboy 2: The Golden Army, cuja filmagem começa em janeiro.
"Nas Montanhas da Loucura é um projeto que mantenho há anos. Se conseguir um espaço na agenda eu prefiro fazê-lo imediatamente, para não esfriar o ânimo. Mas tudo sempre depende de vários fatores - criativos, pessoais... -, e sempre que eu prevejo qual será meu próximo filme ele não acontece", diz.
Em Nas Montanhas da Loucura, somos apresentados a uma expedição universitária que descobre fósseis de criaturas desconhecidas e rochas entalhadas com milhões de anos de idade, bem no meio da imensidão gelada da Antártida. O achado é apenas o início de algo muito maior e mais aterrador, um evento que muda o entendimento dos humanos sobre o planeta e suas próprias vidas.
Del Toro disse uma vez que o filme seria o seu Titanic, tão grandioso quanto. Agora já se preocupa com a estrutura. "Os pinguins albinos, a cidade gigante... O duro do livro é que baseia muito no registro da expedição, uma narrativa brilhante, um pouco seca, mas não é muito centrada nos personagens. Muitos deles você só conhece lendo outros livros de Lovecraft", diz.
"É preciso criar uma dinâmica entre personagens e um arco de história que não estão no livro. O horror também é ambíguo no livro e mantido aberto até o final. No filme dá até para você capturar a atmosfera, mas daí você precisa de um clímax", compara. "No livro o que vale no clímax é o que você não vê. E isso, não mostrar nada, vai contra toda a essência do showbiz."
O diretor diz que o processo de criação do filme, até agora, "tem sido bom, o melhor que podemos fazer quando se adapta Lovecraft". Mas não é um projeto fácil, em suas próprias palavras.