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domingo, 23 de outubro de 2011

MANSÃO BATES (PSYCHO HOUSE)




Finalmente, quase dois anos depois de montar a Mansão Bates - a famosa casa de Norman Bates e sua mãe, do clássico "Psicose", de Alfred Hitchcock - em papel, através do site http://www.haunteddimensions.raykeim.com, começo a construção da colina onde fica a casa mais emblemática da História do cinema de horror. Acabei de construir a escadaria da colina - que leva à Mansão Bates - toda em papelão e papel pluma. E consultando sempre dezenas de fotos da locação original, pra fazê-la o mais fiel possível ao filme.

O mais legal de tudo é o planejamento da coisa. Passei mais de uma semana pensando em qual material fazer essa escadaria. Cogitei papel paraná, EVA, papel pluma... até encontrar uma folha imensa de um papelão grosso aqui em casa, comprado e não usado para o fim inicial. E é divertido ver que longas "tripas" de papelão de 2,5cm de largura se transformam numa escadaria, através do uso simples de estilete e cola de madeira. Fiz as laterais da escadaria com um pedaço de papel pluma que achei aqui. O trabalho braçal é grande mas o prazer de ver a peça tomando forma dá um prazer enorme!

E engraçado pensar que quem é leigo nesse trabalho deve imaginar "por que não fazer a colina primeiro e depois colar a escadaria nela?", sem entender que o mais importante é ser fiel à maquete em questão. A colina onde fica a Mansão Bates pode ter qualquer altura e forma, mas a escadaria de pedra tem um desenho e um tamanho próprios, únicos e peculiares. Portanto o mais importante é começar fazendo a escadaria do jeito que ela é, do jeito que aparece nos filmes "Psicose", "Psicose II" e "Psicose IV" (aliás esses dois últimos mostram todo o terreno de forma bem mais detalhada que o filme original de Hitchcock).

Depois de terminar a escadaria, fiz uma caixa com o que sobrou do papelão para servir de base estrutural para a colina, onde a Mansão Bates se localiza. Em seguida colarei a estrutura da escadaria ao lado da caixa, na devida posição, e farei a tradicional lambança de papier-maché com muito jornal, cola e água, dando forma à colina, em torno da caixa de papel paraná e da estrutura da escadaria. E pra terminar, pinto com Acrilex, colo serragem e imitação de vegetação rasteira em miniatura e arrumo uns gravetos imitando árvores secas em torno da mansão.

Conforme eu for prosseguindo na construção dessa maquete, vou tentar fotografar e publicarei aqui as fotos do processo.

Não sei quando vou terminar isso, mas como já dizia um filósoso, o mais importante e prazeroso não é chegar num ponto, e sim percorrer o caminho até ele.

sábado, 20 de março de 2010

MINHA COLEÇÃO DE TRILHAS SONORAS - EM CD

Nas enquetes de gêneros, as trilhas sinfônicas de cinema nunca estão entre as opções, porém é de longe o estilo de música que mais amo e o que mais ouço na vida. Adoro rock'n'roll, rock progressivo, rock brasileiro, jazz rock, jazz, dixieland, ragtime, swing, MPB, samba, chorinho, pop music, música erudita... mas NADA SE COMPARA a trilhas sinfônicas de cinema pra mim!

Coleciono trilhas sonoras de cinema desde 1976. Claro que comecei minha coleção comprando LPs, e em meados dos anos 80 passei para os CDs. Hoje tenho uma modesta e querida coleção que faz minha cabeça e meu coração. Nunca baixei música ou filmes pela internet, portanto a quase totalidade da minha coleção de trilhas se divide entre CDs e LPs. Sempre fiz questão absoluta de ter discos originais. Não me importa apenas as músicas mas também as capas, os encartes, enfim todo o material original de um disco.

Comecei a fazer um balanço dos meus discos e aqui estão os títulos que compõem minha coleção de trilhas sonoras sinfônicas de cinema (além de trilhas de seriados de TV, novelas e outros programas).

1. Raiders of the Lost Ark (John Williams)
2. Indiana Jones and the Temple of Doom (John Williams)
3. Indiana Jones and the Last Crusade (John Williams)
4. Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull (John Williams)
5. The Young Indiana Jones Chronicles, vol. 1 (Laurence Rosenthal & Joel McNeely)
6. The Young Indiana Jones Chronicles, vol. 2 (Laurence Rosenthal & Joel McNeely)
7. The Young Indiana Jones Chronicles, vol. 3 (Laurence Rosenthal & Joel McNeely)
8. The Young Indiana Jones Chronicles, vol. 4 (Laurence Rosenthal & Joel McNeely)
9. Star Wars - A New Hope (John Williams) 2-CD Set Deluxe Limited Collector's Edition
10. Star Wars - The Empire Strikes Back (John Williams) 2-CD Set Deluxe Limited Collector's Edition
11. Star Wars - Return of the Jedi (John Williams) 2-CD Set Deluxe Limited Collector's Edition
12. Star Wars - Figrin D'an and the Modal Nodes (John Williams) single
13. Star Wars - Max Rebo Band (John Williams) single
14. Star Wars Trilogy, vol. 1 (John Williams) The Original Soundtrack Anthology
15. Star Wars Trilogy, vol. 2 (John Williams) The Original Soundtrack Anthology
16. Star Wars Trilogy, vol. 3 (John Williams) The Original Soundtrack Anthology
17. Star Wars Trilogy, vol. 4 (John Williams) The Original Soundtrack Anthology
18. Star Wars - Episode I, The Phantom Menace (John Williams)
19. Star Wars - The Phantom Menace (John Williams) The Ultimate Edition (duplo)
20. Star Wars - Ep. I - Duel of the Fates (John Williams) single
21. Star Wars - Episode II: Attack of the Clones (John Williams)
22. Star Wars - Episode III: A Vingança dos Sith (John Williams)
23. Star Wars - Battle of the Heroes (John Williams) single
24. Star Wars - Shadows of the Empire (Joel McNeely)
25. The Best of Meco - Star Wars Theme (Meco)
26. Star Wars Unplugged, by The Trotter Trio (John Williams)
27. Star Wars - The Musical
28. The Spielberg / Williams Collaboration (John Williams)
29. Jaws (John Williams)
30. Jaws - Anniversary Collector's Edition (John Williams)
31. Jaws 2 (John Williams)
32. Close Encounters of the Third Kind - The Collector's Edition (John Williams)
33. 1941 (John Williams)
34. Hook (John Williams)
35. Always (John Williams)
36. Jurassic Park (John Williams)
37. The Lost Word - Jurassic Park (John Williams)
38. Jurassic Park III (Don Davis)
39. Schindler's List (John Williams)
40. O Resgate do Soldado Ryan (John Williams)
41. Superman - The Movie (John Williams)
42. The Omen (A Profecia) (Jerry Goldsmith)
43. The Omen (A Profecia) - Deluxe Edition (Jerry Goldsmith)
44. Damien: Omen II (A Profecia II) (Jerry Goldsmith)
45. Damien: Omen II (A Profecia II) - Deluxe Edition (Jerry Goldsmith)
46. The Final Conflict (A Profecia III) (Jerry Goldsmith)
47. The Alien Trilogy, by Cliff Eidelman ( (Jerry Goldsmith, James Horner & Elliot Goldenthal)
48. Alien (Jerry Goldsmith)
49. Aliens (James Horner)
50. Alien 3 (Elliot Goldenthal)
51. Alien Resurrection (John Frizzell)
52. Poltergeist (Jerry Goldsmith)
53. Gremlins (Jerry Goldsmith)
54. Twilight Zone - The Movie (Jerry Goldsmith)
55. Planet of the Apes (O Planeta dos Macacos, 69) (Jerry Goldsmith)
56. Powder (Energia Pura) (Jerry Goldsmith)
57. Psycho - Great Hitchcock Movie Thrillers (vários)
58. Music From Alfred Hitchcock Films - Family Plot/ Strangers on a Train/ Suspicion/ Notorius (vários)
59. Vertigo (Um Corpo Que Cai) (Bernard Herrmann)
60. North By Northwest (Intriga Internacional) (Bernard Herrmann)
61. Psycho (Bernard Herrmann)
62. Psycho, by Joel McNeely (Bernard Herrmann)
63. The Day the Earth Stood Still (O Dia em que a Terra Parou, 1951) (Bernard Herrmann)
64. Journey to the Center of the Earth (Viagem ao Centro da Terra) (Bernard Herrmann)
65. Casablanca (Max Steiner)
66. Singin' in the Rain (Cantando na Chuva) (vários)
67. Amarcord (Nino Rota)
68. The Godfather Suite (Nino Rota, Carmine Coppola & Francesco Pennino)
69. O Poderoso Chefão (Nino Rota)
70. The Godfather, Part II (Nino Rota & Carmine Coppola)
71. O Poderoso Chefão, Parte III (Carmine Coppola)
72. Apocalypse Now - Redux (Carmine Coppola)
73. The Cotton Club (John Barry e outros)
74. Manhattan (George Gershwin)
75. Radio Days (A Era do Rádio) (vários)
76. Bullets Over Broadway (Tiros na Broadway) (vários)
77. Wild Man Blues, by Woody Allen (vários)
78. Wim Wenders' Roadmusic (Jürgen Knieper)
79. Paris, Texas (Ry Cooder)
80. Les Ailes du Desir (Asas do Desejo) (Jürgen Kieper, Nick Cave & outros)
81. Faraway So Close (Tão Longe, Tão Perto) (vários)
82. 2001: A Space Odissey (vários)
83. A Clockwork Orange (vários)
84. Clockwork Orange - Complete Original Score (Wendy Carlos)
85. The Shining (O Iluminado) (Wendy Carlos & outros)
86. Full Metal Jacket (Nascido Para Matar) (vários)
87. Titanic (James Horner)
88. Back to Titanic (James Horner)
89. The Rocketeer (James Horner)
90. The Hunt For Red October (Caçada ao Outubro Vermelho) (Basil Poledouris)
91. Patriot Games (Jogos Patrióticos) (James Horner)
92. Perigo Real e Imediato (James Horner)
93. O Fugitivo (James Newton Howard)
94. Darkman (Danny Elfman)
95. Dick Tracy (Danny Elfman)
96. Beetlejuice (Danny Elfman)
97. Batman Original Motion Picture Score (Danny Elfman)
98. Batman (Prince)
99. Batman Returns (Danny Elfman)
100. Batman: Mask of the Phantasm (Shirley Walker)
101. The Dark Knight (Hans Zimmer & James Newton Howard)
102. The Belly of an Architect (Wim Mertens)
103. Phantom of the Paradise (Paul Williams)
104. Brian De Palma (Pino Donaggio)
105. Carlito's Way - Original Motion Picture Score (Patrick Doyle)
106. Carlito's Way (vários)
107. The Best of James Bond - 30th Anniversary Collection (John Barry e outros)
108. Goldfinger (John Barry)
109. Thunderball (John Barry)
110. Goldeneye (Eric Serra)
111. O Silêncio dos Inocentes (Howard Shore)
112. Hannibal (Hans Zimmer)
113. Monty Python's The Meaning of Life
114. Monty Python and the Holy Grail
115. Classic Disney, vol. I (vários)
116. Classic Disney, vol. II (vários)
117. Classic Disney, vol. III (vários)
118. Classic Disney, vol. IV (vários)
119. Classic Disney, vol. V (vários)
120. O Rei Leão (Hans Zimmer, Elton John & Tim Rice)
121. Toy Story - Favorites (Randy Newman)
122. The Carl Stalling Project, vol. 2 (Carl Stalling)
123. Bugs Bunny On Broadway (vários)
124. Animaniacs (Richard Stone, Randy Vogel e outros)
125. The Flintstones - Original Songs From the Classic TV Show (vários)
126. Os Flintstones - O Filme (David Newman e outros)
127. Happy Anniversary, Charlie Brown (vários)
128. The Simpsons Sing the Blues
129. The Simpsons - Songs in the Key of Springfield (Danny Elfman & Alf Clausen)
130. The Fantasy Worlds of Irwin Allen (John Williams e outros)
131. The Best of The Twilight Zone (Jerry Goldsmith, Bernard Herrmann e outros)
132. Twin Peaks (Angelo Badalamenti)
133. The Truth and the Light - Music From The X Files (Mark Snow)
134. The X Files - Fight the Future (Mark Snow)
135. Tales From the Crypt (Danny Elfman, James Horner, Ry Cooder e outros)
136. The Wonder Years (Anos Incríveis) (vários)
137. Songs from Ally McBeal (Vonda Shepard)
138. 24 Horas (Sean Callery)
139. The Music from Charles Chaplin, vol. 1 - The Silent Movies
140. The Orson Welles Collection - Dracula / War of the Worlds
141. The Classic Film Scores of Miklós Rósza
142. Movie Masterpieces - Ennio Morricone
143. A Missão (Ennio Morricone)
144. Lawrence da Arábia (Maurice Jarre)
145. The Abominable Dr. Phibes (Basil Kirchin)
146. Dr. Phibes Rises Again (John Gale)
147. The Pink Panther and other hits (Henry Mancini)
148. O Bebê de Rosemary / A Dança dos Vampiros (Krzysztof Komeda)
149. A Fantástica Fábrica de Chocolates (Leslie Bricusse)
150. O Expresso da Meia-Noite (Giorgio Moroder)
151. Brazil - O Filme (Michael Kamen)
152. Blade Runner (1994 Edition) (Vangelis)
153. The Elephant Man (John Morris)
154. Dracula, de Bram Stoker (Wojciech Kilar)
155. The Big Chill (O Reencontro) - Deluxe Edition (vários) duplo
156. The Big Chill (vários)
157. More Songs from The Big Chill (vários)
158. Rocky Horror Picture Show - 25th Anniversary (Richard O'Brien)
159. Rocky Horror Picture Show (Richard O'Brien)
160. Hair (Galt MacDermot, Gerome Ragni & James Rado)
161. Little Shop of Horrors (Howard Ashman & Alan Menken)
162. Pulp Fiction (vários)
163. Cortina de Fumaça (vários)
164. Easy Rider (Sem Destino) (vários)
165. De Volta Para o Futuro (Alan Silvestri e outros)
166. Mystery Train (John Lurie)
167. Coração Selvagem (Angelo Badalamenti e outros)
168. Priscilla, a Rainha do Deserto (vários)
169. Beleza Roubada (vários)
170. Parenthood (Randy Newman)
171. Maverick (vários)
172. Coneheads (vários)
173. The Terminator (Brad Fiedel)
174. Predator 2 (Alan Silvestri)
175. Máquina Mortífera 3 (Michael Kamen, Eric Clapton, David Sanborn, Sting & Elton John)
176. Duro de Matar 3 (Michael Kamen)
177. O Fantasma (David Newman)
178. A Cor Púrpura (Quincy Jones)
179. Buena Vista Social Club (vários)
180. Os Normais - O Filme (Márcio Lomiranda e outros)
181. Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas (Márcio Lomiranda e outros)
182. Baile Perfumado (Chico Science, Fred 04, Siba, Lúcio Maia & Paulo Rafael)
183. O Auto da Compadecida (Sa Grama)
184. Policarpo Quaresma (Sérgio Saraceni, Carlos Lyra & Paulo Cesar Pinheiro)
185. O Quatrilho (Jaques Morelembaum)
186. Veja Esta Canção (vários)
187. O Cangaceiro (vários)
188. Deus e o Diabo na Terra do Sol (Sérgio Ricardo)
189. Diários de Motocicleta (Gustavo Santaolalla, Jorge Drexler)
190. Tudo a Ver - Temas de abertura dos programas da Rede Globo (vários)
191. Vila Sésamo (Marcos Valle & Paulo Sérgio Valle)
192. O Bem-Amado (Vinícius & Toquinho)
193. Gabriela (vários)
194. O Casarão (vários)
195. Estúpido Cupido (vários)
196. Vale Tudo (vários)
197. Agosto (Alberto Rosenblit e outros)
198. Confissões de Adolescente - nacional (vários)
199. Confissões de Adolescente - internacional (vários)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

CURSO - PORQUE OS GRANDES FILMES SÃO GRANDES

Por que Cidadão Kane é considerado "o maior filme de todos os tempos" pela maioria da crítica? Por que tantos filmes de horror até hoje se inspiram em Psicose, de Hitchcock? Por que Cidade de Deus é tão respeitado no exterior? Estas perguntas serão respondidas no curso PORQUE OS GRANDES FILMES SÃO GRANDES. O professor e crítico de cinema Oswaldo Lopes Jr. (este que vos escreve) exibe e analisa oito grandes filmes da História do cinema - um representante de cada década - dos anos 30 até os dias de hoje. Charles Chaplin, Orson Welles, Jean-Luc Godard, Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick, Steven Spielberg, Quentin Tarantino, Fernando Meirelles e Kátia Lund fazem parte deste cardápio cinematográfico de obras-primas.


Dia 17/3: Tempos Modernos (Modern Times, 1936), de Charles Chaplin, com Charles Chaplin, Paulette Goddard, Henry Bergman, Chester Conklin e Hank Mann.

Dia 24/3: Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941), de Orson Welles, com Orson Welles, Joseph Cotten, Everett Sloane, Dorothy Comingore e Agnes Moorehead.

Dia 31/3: Acossado (A Bout de Souffle, 1959), de Jean-Luc Godard, com Jean-Paul Belmondo, Jean Seberg, Daniel Boulanger, Jean-Pierre Melville e Henri-Jacques Huet.

Dia 7/4: Psicose (Psycho, 1960), de Alfred Hitchcock, com Janet Leigh, Anthony Perkins, Vera Miles, John Gavin e Martin Balsam.

Dia 14/4: Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, 1971), de Stanley Kubrick, com Malcolm McDowell, Patrick Magee, Michael Bates, Warren Clarke e Adrienne Corri.

Dia 21/4: Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, 1981), de Steven Spielberg, com Harrison Ford, Karen Allen, Paul Freeman, Ronald Lacey e John-Rhys Davies.

Dia 28/4: Pulp Fiction - Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994), de Quentin Tarantino, com Uma Thurman, John Travolta, Samuel L. Jackson, Bruce Willis e Harvey Keitel.

Dia 5/5: Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles e Kátia Lund, com Leandro Firmino da Hora, Matheus Nachtergaele, Seu Jorge, Alexandre Rodrigues e Alice Braga.


Quando: Todas as quartas-feiras, das 19hs às 22hs, de 17 de março a 5 de maio.
Onde: Rua Alberto de Campos, Ipanema, RJ (local exato a ser divulgado para os alunos do curso).
Quanto: Duas vezes de R$ 180,00.
Como: Inscrições comigo, por aqui ou pelo e-mail ozlopesjr@yahoo.com.br
Apenas 10 vagas!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

LISTA DE DESEJOS - CDs




Não baixo música na internet, não compro discos piratas e coleciono CDs desde que eles substituiram os LPs de vinil (os quais também colecionava). Portanto essa é minha lista de desejos dos CDs que ainda quero ter, todos originais. De trilhas sonoras de cinema, jazz, MPB, rock, pop e outros gêneros.

Esse álbum é apenas para meu controle, mas se alguém quiser me dar um CD de presente e está na dúvida, basta escolher aqui...

A ordem é mais ou menos uma ordem de preferência e de gêneros, sempre com as trilhas de filmes e séries no topo da lista. A não ser por alguma exceção ocasional.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

RUI E VANI SE CASARAM

É HOJE!!! 17 DE DEZEMBRO!!!

Ou hoje faz um ano!
O importante é que esse casal muito normal está junto até hoje!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

BATES HOUSE - Presente de Natal adiantado!

Há muito tempo eu procurava uma maquete da casa de Norman Bates, do clássico "Psicose" (1960) de Alfred Hitchcock, para montar e anexar à minha coleção de miniaturas e dioramas de cinema, porém todas as que já foram fabricadas em plástico ou vinil estão fora de catálogo ou são inacessíveis aos reles mortais abaixo da linha do Equador sem cartão de crédito internacional. Até que descobri esse fantástico modelo EM PAPEL lançado no site Haunted Dimensions, que disponibiliza GRATUITAMENTE modelos de casas mal-assombradas famosas para serem baixados, impressos e montados por qualquer um.

http://www.haunteddimensions.raykeim.com/index660.html

Quando montado o modelo da Mansão Bates tem 17cm de altura por 14cm de largura e 21,5cm de profundidade, na escala aproximada de 1:66. Além de uma excelente impressora colorida e papel de alta qualidade e gramatura pesada (eu imprimi o meu modelo num bureau profissional), é necessário ter estilete, cola branca e tesoura para a montagem da maquete.

Daqui a uns dois meses, quando terminar de montar a minha Mansão Bates, vou tentar fazer o diorama de todo o cenário - com o morro, a escada, as árvores, os arbustos e um fundo de céu noturno tempestuoso - que compõe o visual assustador que a celebrizou no clássico de terror e suspense do mestre Hitchcock.

E uma curiosidade para quem não sabe: a Mansão Bates, construída em 1959 para as filmagens de "Psicose" pelos desenhistas de produção Joseph Hurley e Robert Clatworthy, foi totalmente inspirada na pintura de 1925 de Edward Hopper "House By The Railroad" - http://www.artknowledgenews.com/files2009a/Hopper_House_by_the_Railroad.jpg

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

OS NORMAIS 2 - Abertura "Vive la Vida Loca"




"VIVE LA VIDA LOCA"
(Ricky Martin)
Por Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães


La reina de la noche
La diosa del vudu
Yo no podre salvarme
Podras salvarte tu?

La tela de la aranha,
La unha del dragon
Te lleva a los infiernos
Ella es tu adiccion.

Te besa y te desnuda con su baile demencial,
Tu cierras los ojitos y te dejas arrastrar,
Tu te dejas arrastrar...

Ella que sera
She's livin' la vida loca
Y te dolera,
Si de verdad te toca.
Ella es tu final,
Vive la vida loca
Ella te dira
Vive la vida loca
Vive la vida loca
She's livin la vida loca.

Se fue a New York City
A la torre de un hotel
Te ha robado la cartera
Se ha llevado hasta tu piel

Por eso no bebia, de tu copa de licor
Por eso te besaba, con narcotico sabor,
Es el beso de calor....

Ella que sera
She's livin' la vida loca
Y te dolera
Si de verdad te toca
Ella es tu final
Vive la vida loca
Ella te dira
Vive la vida loca
Vive la vida loca
She's livin la vida loca
VIVE LA VIDA LOCA

terça-feira, 25 de agosto de 2009

THE WOLFMAN - Trailer




Refilmagem do clássico da Universal de George Waggner e Curt Siodmak de 1941, agora com Benicio del Toro e Anthony Hopkins (nos papéis que foram de Lon Chaney Jr. e Claude Rains) e mais Emily Blunt e Hugo Weaving no elenco, com direção de Joe Johnston, música de Danny Elfman e maquiagem especial do mestre Rick Baker - o mesmo do premiado "Um Lobisomem Americano em Londres". Este filme promete!!!

sábado, 15 de agosto de 2009

SAMUEL L. JACKSON IN RIO




No Festival do Rio de 2003 tivemos o prazer de receber em terras cariocas o Bad Motherfucka mais querido do cinema norte-americano, Samuel L. Jackson. Samuca veio ao Brasil representando seu filme mais recente na época, "Violação de Conduta" ("Basic", 2003), de John McTiernan, sua primeira parceria profissional nas telas com John Travolta desde a já mitológica dupla Jules Winfield / Vincent Vega de "Pulp Fiction" (1994), de Quentin Tarantino.

Como Samuca já tinha se tornado um mestre jedi na nova trilogia Star Wars de George Lucas (em "A Ameaça Fantasma" e "O Ataque dos Clones"), os amigos do Conselho Jedi RJ batalharam para conseguir uma entrevista exclusiva com o "homi", que foi exibida na JediCon do mesmo ano.

Como jornalista e crítico do Festival do Rio já há vários anos, consegui os contatos e os acessos necessários para fazer a nossa entrevista - e de quebra bater um papo com o grande Mace Samuca Windu. Nos infiltramos - eu (ainda com mais de 40 quilos de sobrepeso na época), Priscila, Henrique e "mr. president" Brian - na entrevista coletiva oficial, realizada na tenda do Festival, nas areias da praia de Copacabana. Todas as dez fotos desse momento são de minha autoria.

Mais tarde, no anexo do hotel Copacabana Palace, o Bad Samuca Motherfucker nos recebeu exclusivamente para um rápido bate-papo, onde distribuiu autógrafos e sorrisos. Rosye - a primeira-dama do CJRJ -, de câmera em punho, gravou tudo. O mais curioso desse momento é que ele adorou o símbolo do Conselho Jedi RJ, as silhuetas de Darth Vader e de R2-D2 lado a lado imitando o perfil do Pão de Açúcar - cuja idéia e concepção é deste que vos escreve. Com seus efusivos elogios ao símbolo do CJRJ, é claro que ele levou um pra casa. Fechou o papo de forma muito simpática dizendo "a gente se encontra daqui a pouco na pré-estréia do filme, ok!"

Não éramos convidados da sessão, porém mesmo assim corremos de Copacabana para a Cinelândia onde consegui registrar sua entrada no tapete vermelho e sua apresentação do filme no palco do cine Odeon BR. Na saída ele ainda deixou marcado conosco a entrevista exclusiva, em vídeo, para a JediCon.

Na tarde do dia seguinte estávamos todos lá - eu, Priscila, Henrique, Flauber, Débora e Rafael - para a tão aguardada entrevista sobre como Jules, um assassino de aluguel, tinha se tornado o grande mestre jedi Mace Windu, e sobre como foi trabalhar com George Lucas, entre outras coisas. Também matamos a curiosidade dele sobre o fã-clube carioca de Star Wars e sobre a JediCon, o evento anual que reúne fãs da saga todos os anos, e para o qual Samuca deixou algumas mensagens exclusivas em vídeo.

Assim foi minha aventura para conhecer um mestre jedi sem precisar sair do meu planeta natal.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A SERIOUS MAN - Trailer




"A Serious Man", o mais novo filme com roteiro e direção dos irmãos Coen, já está pronto e tem sua estréia prevista para o dia 9 de outubro nos EUA.

Seguindo a mesma linha de "Queime Depois de Ler", o longa de humor negro ambientado em 1967 mostrará a história de Larry Gopnik (Michael Stuhlbarg), um professor que tem sua vida modificada quando sua esposa decide pedir o divórcio já que estúpido irmão dele (Richard Kind) se recusa a deixar o lar do casal.

Mais uma vez os irmãos Coen contam com a direção de fotografia de Roger Deakins e com a trilha sonora de Carter Burwell em "A Serious Man", porém aparentemente dessa vez nenhum de seus atores-assinatura (Steve Buscemi, John Turturro, John Goodman, Frances McDormand, Jon Polito) está presente no filme.

Aqui você vê o trailer.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

OS NORMAIS 2 - Trailer Oficial




Cada vez mais perto! Dia 28 de agosto nos cinemas.

O FILME MAIS ESPERADO DO ANO!!!! :-)))

OS NORMAIS 2 - MÉNAGE A TRÊS, um filme de José Alvarenga Jr., com Fernanda Torres, Luiz Fernando Guimarães, Cláudia Raia, Danielle Winitts, Aline Moraes, Drica Moraes, Daniel Dantas e Daniele Suzuki.

terça-feira, 23 de junho de 2009

OS NORMAIS 2 - Teaser trailer




Dois meses de ansiosa espera por Vaní. Dia 28 de agosto nos cinemas.

OS NORMAIS 2 - MÉNAGE A TRÊS, um filme de José Alvarenga Jr., com Fernanda Torres, Luiz Fernando Guimarães, Cláudia Raia, Danielle Winitts, Aline Moraes, Drica Moraes e Daniele Suzuki.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

LILLIPUT É AQUI!




Além de mim, da Willie e da Dot (e dos eventuais gremlins), quem povoa esta estação espacial em órbita da Terra são as criaturas lilliputianas que vivem nas estantes da sala e dos quartos, nos dioramas, espalhados por todos os lugares. E se já fazem essa zona toda quando eu aponto a câmera na direção deles, sabe-se lá o que essa turma não deve fazer quando vou dormir ou quando aterriso de vez em quando!...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

CINEMA DE PAPEL (Parte 8, final) - 24 QUADROS EM QUADRINHOS

CINEMA DE PAPEL (Parte 8, final) – 24 QUADROS EM QUADRINHOS

Oswaldo Lopes Jr.

 

(Matéria escrita para a revista VEREDAS # 28 do Centro Cultural Banco do Brasil em abril de 1998, e republicada aqui na VALISE DE CRONÓPIO em oito partes)

 

 

Não é só o cinema que se serve das histórias em quadrinhos para fazer novos filmes. O mercado de quadrinhos também aproveita o sucesso de vários longas para lançar suas versões em quadrinhos. Alien, Creepshow, Independence Day, e muitos outros ganharam adaptações no papel. Alguns às pressas, por simples questão mercadológica; outros por grandes nomes do traço, como Bernie Wrightson (Creepshow), Walt Simonson (Alien), Mike Mignola (Drácula de Bram Stoker) ou Stephen Bissette e Rick Veitch (1941). Nestes casos, a obra final é uma verdadeira releitura do filme em questão, onde se pode digerir a narrativa sob uma nova ótica e apreciar a estética do artista.

 

Também há casos especiais de clássicos do cinema, cujos realizadores na época nem sonhavam com uma colaboração com as HQs, que foram alvo de adaptações esmeradas. A Dark Horse Comics – editora especializada em “mangás” (quadrinhos japoneses) e versões cinematográficas – lançou, sob o título Universal Monsters, adaptações do Drácula, com Bela Lugosi, e de Frankenstein e A Múmia, ambos com Boris Karloff. Editoras menores foram além, com impecáveis versões em quadrinhos dos ícones do expressionismo alemão O Gabinete do Dr. Caligari, de Robert Wiene, e M – O Vampiro de Dusseldorf, de Fritz Lang. A princípio são revistas sem apelo comercial junto ao público consumidor de gibis de super-heróis, e talvez por isso têm mais liberdade criativa para ousar.

 

Ainda existem filmes que originaram continuações nas páginas dos gibis e se transformaram em autênticas sagas, levando a idéia original dos realizadores a caminhos nunca imaginados. É o caso de Jurassic Park, Indiana Jones (com oito minisséries originais), Aliens, Predador (que também se juntaram numa das minisséries mais vendidas da década de 90) e Star Wars (que até o momento* já rendeu a considerável marca de 38 minisséries originais, complementando a saga cinematográfica de George Lucas). É uma opção para os fãs desses filmes, que querem ver o que aconteceu com seus personagens favoritos antes do “era uma vez...” e além do “e viveram felizes para sempre” – o que, aliás, raramente acontece nesses universos.

 

Definitivamente o antigo slogan “veja o filme e leia o livro” vem dando cada vez mais espaço a “veja o filme... e leia a revista em quadrinhos”.

 

 

* Apenas lembrando que este texto foi escrito antes da nova trilogia Star Wars ser feita e da Dark Horse Comics dar continuidade às minisséries em quadrinhos da saga de George Lucas.

 

sexta-feira, 1 de maio de 2009

CINEMA DE PAPEL (Parte 7) - E O HOMEM VOOU

CINEMA DE PAPEL (Parte 7) – E O HOMEM VOOU

Oswaldo Lopes Jr.

 

(Matéria escrita para a revista VEREDAS # 28 do Centro Cultural Banco do Brasil em abril de 1998, e republicada aqui na VALISE DE CRONÓPIO em oito partes)

 

 

Foi em 1978 que a dupla de produtores Richard e Ilya Salkind reuniu um time de primeira para fazer o maior filme de super-herói de todos os tempos: Superman. Com Richard Donner na direção, Mario Puzzo no roteiro e John Williams criando uma rilha sonora inesquecível, o então novato Christopher Reeve vestiu a malha azul e a capa vermelha e nos fez realmente acreditar que o homem pode voar. O ótimo Gene Hackman como um Lex Luthor caricato e Marlon Brando impondo respeito como Jor-El, o pai do herói, completavam a química perfeita.

 

O mesmo já não se pode falar do pretensioso Batman, de Tim Burton (ou suas lamentáveis sequências). A extraordinária cenografia de Gotham City, os figurinos, a interpretação de Jack Nicholson e a eficiente trilha sonora de Danny Elfman não compensam os graves defeitos: a inadequada escalação de um ator para um personagem conhecido (Michael Keaton como Batman ainda é difícil de engolir); o maior desrespeito do phisique du rôle dos personagens (Jack Nicholson seria o Coringa perfeito se tivesse perdido uns vinte quilos); além de um mero fiapo de roteiro. Mesmo após quatro tentativas frustradas, o Homem-Morcego ainda não teve o filme que merecia.*

 

Melhor sorte teve O Corvo, sombrio personagem de um título independente criado por James O’Barr nos anos 80. Dirigido pelo videomaker Alex Proyas (que já trabalhou na MTV) e estrelado por Brandon Lee (filho de Bruce Lee, que morreu misteriosamente durante as filmagens), o filme respeita a cartilha da tradução HQ-cinema, com referências que misturam pintura gótica, filmes de horror e painéis de Frank Miller. A trilha sonora pop-rock contemporânea dá o tom para a triste e violenta história de vingança post-mortem.

 

 

* Apenas lembrando que este texto foi escrito antes das versões mais recentes de Batman e do Superman.

 

 

A SEGUIR (E FINALIZANDO)... 24 QUADROS EM QUADRINHOS.

 

quarta-feira, 22 de abril de 2009

CINEMA DE PAPEL (Parte 6) - O "ESPÍRITO DA COISA"

CINEMA DE PAPEL (Parte 6) – O “ESPÍRITO DA COISA”

Oswaldo Lopes Jr.

 

(Matéria escrita para a revista VEREDAS # 28 do Centro Cultural Banco do Brasil em abril de 1998, e republicada aqui na VALISE DE CRONÓPIO em oito partes)

 

 

A televisão começou a revirar o baú de revistas em quadrinhos nos anos 60 e produziu o engraçadíssimo Batman, com Adam West e Burt Ward – considerado por muitos como a mais pura tradução de um gibi para uma mídia audiovisual já feita –, mas só em meados da década de 70 optou-se por investir fundo no filão. Porém, parece ter se interessado apenas pelo perfil mais superficial dos personagens. O Incrível Hulk, Mulher Maravilha, Homem-Aranha e Capitão Marvel invadiram a telinha, apesar de não terem herdado quase nada de suas origens de papel e tinta. As séries dessa época pareciam mais os típicos seriados policiais que dominavam a programação, com a mesma estrutura característica de “Mod Squad”, “Starsky & Hutch” ou “Baretta”. Tinham, é certo, um super-herói fantasiado no lugar do detetive, mas isso não é o bastante para se fazer um “vídeo-gibi” ou um “cine-gibi”.

 

Às vezes um programa não precisa ter origem numa revista em quadrinhos para ser fiel à sua linguagem. É o caso de Parker Lewis, série americana voltada para o público adolescente, que se embriagou na fonte dos desenhos animados e HQs. Mas, sem dúvida, a mais completa tradução das histórias em quadrinhos para a televisão se deu no Brasil: Armação Ilimitada. Balões, recorte de quadrinhos, edição clipada, alteração de cores, citações descaradas da cultura pop, muito som e muita fúria, significando o seriado mais rico da história da TV brasileira. As aventuras de Juba, Lula, Bacana e Zelda Maria Scott tinham mais pedigree de revista em quadrinhos do que muito gibi. O feito seria repetido em alguns quadros da TV Pirata, cuja equipe de roteiristas era integrada por alguns dos mais importantes autores de quadrinhos brasileiros – Laerte, Angeli e Glauco –, dando o tom preciso na transposição do papel para a telinha.

 

No cinema também existem filmes que pegam “o espírito da coisa” sem precisar dar vida a um herói de papel. Bons exemplos disso são Robocop, de Paul Verhoeven, Darkman, de Sam Raimi, e O Exterminador do Futuro 2, de James Cameron, cujos protagonistas passariam muito bem por personagens de revistas em quadrinhos. São filmes marcados por um ritmo frenético, uma lógica interna fantasiosa (que nos faz aceitar sem piscar os maiores absurdos, durante o tempo de projeção do filme), uma moral maniqueísta, movimentos de câmera e grandes angulações que nos remetem a quadros de página inteira e um clima de ação e aventura essenciais para o gênero.

 

Robocop, por exemplo, é tudo o que Batman de Tim Burton tentou e não conseguiu: uma livre adaptação do clima apocalíptico da graphic novel de Frank Miller que retrata um Batman com cinquenta anos de idade numa Gotham City devastada por guerras de gangues e terrorismo desenfreado.

 

 

A SEGUIR... E O HOMEM VOOU.

 

 

sexta-feira, 10 de abril de 2009

CINEMA DE PAPEL (Parte 5) - DO FUNDO DA CRIPTA

CINEMA DE PAPEL (Parte 5) – DO FUNDO DA CRIPTA

Oswaldo Lopes Jr.

 

(Matéria escrita para a revista VEREDAS # 28 do Centro Cultural Banco do Brasil em abril de 1998, e republicada aqui na VALISE DE CRONÓPIO em oito partes)

 

 

Os anos 50 trouxeram a Era Atômica, a Guerra Fria, o macartismo e as revistas de terror da EC Comics. Violência gráfica e muito humor negro para combater a paranóia desenfreada e a repressão política. Tales From the Crypt, Vault of Horror, Weird Science e outros títulos chocaram a sociedade e foram rapidamente contidos, com uma ação direta da Comissão Warren de “caça aos comunistas”. É Bem verdade que os monstros, zumbis e psicopatas da EC comiam criancinhas, mas não rezavam pela cartilha de Kruchov ou Mao Tsé-Tung.

 

Após o fim dos títulos de terror da editora, sua chama foi mantida acesa nos anos 70 pela produtora inglesa Amicus, com dois filmes de episódios, nos anos 80 pelo diretor George Romero com o brilhante Creepshow, e nos anos 90 pela emissora de TV HBO, com o seriado Tales From the Crypt (que chegou a render dois longas para o cinema). Os filmes da Amicus são eficazes como gênero mas se mantém impermeáveis à forma dos quadrinhos. Entretanto, Creepshow é uma das mais importantes simbioses entre as duas artes já feitas no cinema, um autêntico “cine-gibi”, com cortes que simulam páginas virando, onomatopéias e cenários que reproduzem os quadros e splashes dos quadrinhos. Além disso, a história toda se passa dentro de uma revista de terror e mantém o impacto visual das atrocidades da velha e boa EC Comics.

 

Quase tão essencial quanto Creepshow, mas feita para a TV, é a série Tales From the Crypt (exibida no Brasil pela Bandeirantes há uns anos atrás com o título de Contos da Cripta). O produtor Joel Silver (“Duro de Matar”) e os diretores Richard Donner (“Superman – O Filme”, “Máquina Mortífera”), Robert Zemeckis (“Uma Cilada Para Roger Rabbit”, “Forrest Gump”) e Walter Hill (“Warriors, os Selvagens da Noite”, “48 Horas”) se reuniram com a intenção de adaptar cada história de terror da lendária editora para a telinha. O resultado foi uma grande antologia que às vezes erra na mão mas que, no conjunto, satisfaz plenamente aos fãs de quadrinhos.

 

 

A SEGUIR... O “ESPÍRITO DA COISA”.

 

CINEMA DE PAPEL (Parte 4) - HERÓIS DE SÁBADO À TARDE

CINEMA DE PAPEL (Parte 4) – HERÓIS DE SÁBADO À TARDE

Oswaldo Lopes Jr.

 

(Matéria escrita para a revista VEREDAS # 28 do Centro Cultural Banco do Brasil em abril de 1998, e republicada aqui na VALISE DE CRONÓPIO em oito partes)

 

 

O tempo foi passando e o cinema e as HQs continuaram inseparáveis. A década de 30 viu surgir um batalhão de heróis de aventuras nas páginas dos jornais. Os produtores de Hollywood logo enxergaram o seu potencial e trataram de adaptá-los para as telas. Flash Gordon, de Alex Raymond, Dick Tracy, de Chester Gould, Mandrake e Fantasma, de Lee Falk, entre outros, viraram seriados de cinema, um formato que já vinha fazendo sucesso na época, com episódios curtos exibidos nas matinês de fins de semana.

 

Em 1938, Jerry Siegel e Joe Shuster criaram o primeiro herói mais rápido que uma bala e mais poderoso que uma locomotiva, revolucionando a hierarquia dos defensores da lei e o mercado dos quadrinhos. Um ano depois Bob Kane foi buscar inspiração numa invenção de Leonardo da Vinci, no filme “The Bat” e em personagens como o Zorro e o Sombra para moldar o seu sinistro herói vestido de morcego. Sem demora, Superman e Batman também voaram para as matinês de cinema, consolidando o formato. As roupas dos heróis eram ridículas e espalhafatosas, os vilões eram caricatos, as cenas de perigo eram nitidamente artificiais, mas nada disso importava. Na verdade, muitos desses detalhes eram uma perfeita transposição para as telas da linguagem das HQS, o que ajudava a lotar as salas de exibição de crianças e adultos ávidos por ação e aventura. Na verdade, foi um momento glorioso para ambas as formas de arte. O cinema começava a formar um público cativo, fanático por um tipo de filme que ia buscar nas comic books sua matéria-prima. Os seriados fizeram tanto sucesso que duraram até meados dos anos 50.

 

Em 1940, as linguagens do cinema e das HQs evoluíram sensivelmente com o lançamento de duas obras: Cidadão Kane, o filme de Orson Welles, e The Spirit, personagem de quadrinhos de Will Eisner. Esses jovens revolucionários mudaram vários conceitos de forma e narrativa, como a profundidade de campo e movimentos de câmera considerados impossíveis (Welles) ou a ousadia no uso de títulos, onomatopéias, bordas e enquadramentos (Eisner), lançando um novo olhar e uma nova perspectiva às duas linguagens. Além de obras-primas, Kane e Spirit foram verdadeiros divisores de águas, influenciando todos os seus sucessores.

 

 

A SEGUIR... DO FUNDO DA CRIPTA.

 

sábado, 14 de março de 2009

CINEMA DE PAPEL (Parte 3) - TRADUÇÃO, MONTAGEM E BOM SENSO

CINEMA DE PAPEL (Parte 3) – TRADUÇÃO, MONTAGEM E BOM SENSO

Oswaldo Lopes Jr.

(Matéria escrita para a revista VEREDAS # 28 do Centro Cultural Banco do Brasil em abril de 1998, e republicada aqui na VALISE DE CRONÓPIO em oito partes)


Assim como nas adaptações literárias, não existe uma receita de sucesso ou mesmo um conjunto de regras preestabelecidas quando se leva uma história em quadrinhos para a tela grande. Os dois únicos mandamentos são: encontrar os signos cinematográficos que melhor traduzem os signos das HQs e – acima de tudo – ter bom senso. Batman, de Tim Burton*, nos fornece um bom exemplo do primeiro mandamento. Nos gibis, o Homem-Morcego usa uma roupa colante cinza com máscara e capa azuis. Num mundo de carne e osso, alguém vestido assim causaria ataques de riso. Qual seria a melhor tradução dessa indumentária no celulóide?

É preciso analisar a intenção de Bruce Wayne ao se vestir assim. Esgueirar-se nas sombras, impressionar e causar medo nos criminosos. Nesse caso, não caberia melhor uma roupa negra, em material que misture borracha e couro? Foi essa a interpretação do figurinista Bob Ringwood para o filme. Já O Justiceiro* ignora o visual essencial do personagem da Marvel Comics e deixa Dolph Lundgren sem a famosa camiseta preta com a efígie estilizada da caveira, tão adorada por metaleiros e skatistas. Respeitar o phisique du role de um personagem que se pretende adaptar para o cinema faz parte do segundo mandamento. Pode até não ser essencial em alguns casos, mas ajuda um bocado. Afinal, mesmo reconhecendo o grande talento de Nicholas Cage, quem vai se convencer com um Superman careca e com cara de carcamano? Só mesmo o iconoclasta Tim Burton, que já colocou o baixinho e apagado Michael Keaton no comando do batmóvel.

Falando de linguagem, não podemos esquecer que o cinema e as histórias em quadrinhos são as únicas formas de arte que compartilham a montagem – um elemento gramatical básico a toda e qualquer forma de narrativa visual. É lógico que sua aplicação é diferente em cada uma delas. No cinema é essencialmente a junção de dois planos, dois pedaços de filme, dando-lhes um ritmo e/ou um novo sentido. Nos quadrinhos é a diagramação, a sucessão de quadros e de páginas, também trazendo um ritmo e um sentido à história.

Um dos segredos de uma boa adaptação é saber dominar a montagem – manter, enfim, o ritmo da história. Fazer com que o espectador sinta estar folheando uma revista. Sem descuidar, naturalmente, da fotografia, pois aqui a linguagem narrativa a ser adaptada também é visual. Uma boa iluminação, os enquadramentos apropriados, o uso adequado de grandes angulares (lembre-se que heróis de papel vivem num mundo de fantasia, não realista), chicotes de câmera, etc. Para se fazer um “cine-gibi” eficiente não basta ter um arsenal de recursos: é preciso, acima de tudo, saber usá-lo com muito bom senso.

A SEGUIR... HERÓIS DE SÁBADO À TARDE.


* Apenas lembrando que este texto foi escrito antes das versões mais recentes de Batman e do Justiceiro, mais fiéis aos seus personagens de papel - especialmente o anti-herói da Marvel.

 

sábado, 14 de fevereiro de 2009

CINEMA DE PAPEL (parte 2) - NA TERRA DOS SONHOS

CINEMA DE PAPEL (Parte 2) – NA TERRA DOS SONHOS

Oswaldo Lopes Jr.

(Matéria escrita para a revista VEREDAS # 28 do Centro Cultural Banco do Brasil em abril de 1998, e republicada aqui na VALISE DE CRONÓPIO em oito partes)

A primeira vez que as artes irmãs – cinema e quadrinhos – brincaram juntas foi na primeira década do século 20, com o desenho animado Little Nemo, de Winsor McCay. Além de ser um dos grandes pioneiros do cinema de animação, McCay era ilustrador, chargista e se tornou um dos nomes mais importantes das histórias em quadrinhos. Em 1903, quando trabalhava no jornal New York Herald, criou Little Nemo in Slumberland, uma das mais ousadas e brilhantes HQs de que se tem notícia até hoje. As aventuras fantásticas de um garoto no país dos sonhos surpreendeu a todos por seu belíssimo tratamento plástico conjugado a um texto onírico. Vertigem, queda, fuga, sufocação, gigantismo e outras loucuras faziam parte das "viagens" do menino.

McCay também usou todas as imagens e símbolos que pudessem preencher o imaginário de qualquer criança da época: paradas de circo, dragões, sereias, Papai Noel, seres mitológicos, personagens de fábulas, reinos distantes, viagens de balão. Tudo isso em painéis coloridos, em estilo art nouveau, construídos como um conjunto integrado e não como simples quadrinhos que se sucedem. Feitas com a mais rigorosa perspectiva, ricas em detalhes e com angulações inusitadas para o olhar daquela época, as pranchas de Little Nemo in Slumberland surpreendem por apontar já para uma linguagem cinematográfica, tornando natural uma relação entre cinema e histórias em quadrinhos.

De olho nessa relação e armado de seu prestígio, Winsor McCay se aventurou pelos caminhos desconhecidos do desenho animado. Gastou muito tempo, dinheiro e paciência em busca do timing apropriado para dar veracidade aos movimentos, e teve que fazer mais de quatro mil desenhos para cada filme. Mesmo sem experiência, conseguiu realizar nove deles em onze anos (sendo o mais famoso Gertie, the Trained Dinosaur, em que a ação filmada se misturava com desenho animado – o próprio autor adestrando e dando uma maçã à graciosa dinossaurinha) e se orgulhava muito de seu pioneirismo.

Porém, por mais dedicado que McCay fosse ao cinema, nenhum de seus filmes se equipara em termos de qualidade às suas histórias em quadrinhos. É interessante observar que, enquanto a arte cinematográfica veio se aprimorando técnica e plasticamente ao longo do século (com o advento da cor, do som, largura da tela, equipamentos), os quadrinhos alcançaram sua plenitude logo nos primeiros anos. Quanto à narrativa, as duas artes moldaram seus fundamentos e sua gramática básica bem cedo. Os códigos usados hoje pelo cinema são os mesmos forjados por Griffith e Eisenstein no início do século 20, por exemplo. Contudo, quanto à estética, a arte dos quadrinhos certamente foi mais precoce que sua irmã de celulóide. Little Nemo in the Slumberland é uma grande prova disso.

A SEGUIR... TRADUÇÃO, MONTAGEM E BOM SENSO.