quarta-feira, 12 de janeiro de 2005

THE DARK SIDE OF THE MOON (Pink Floyd)


Description:
THE DARK SIDE OF THE MOON é o oitavo disco da carreira do grupo inglês Pink Floyd. Gravado nos estúdios Abbey Road entre junho de 1972 e janeiro de 1973 e lançado em março de 1973, DARK SIDE conseguiu uma façanha inigualável no mercado fonográfico: não é o disco mais vendido do mundo, porém é o disco que figura há mais tempo na lista dos 100 mais vendidos de todos os tempos. Definitivamente isso não é para qualquer um. Qualidade, vanguardismo, perseverança, experimentalismo, sedução, brilhantismo, loucura, genialidade. Tudo isso DARK SIDE tem de sobra.

Quase todo mundo tem ou conhece alguém - um primo, um amigo, os pais, o vizinho - que tenha o álbum de maior sucesso do Pink Floyd, em vinil ou em CD. Composto a oito mãos por todos os membros do grupo - o baixista Roger Waters, o guitarrista David Gilmour, o tecladista Richard Wright e o baterista Nick Mason -, além de ter contado com uma grande ajuda de dois amigos - o produtor e músico Alan Parsons e o saxofonista Dick Parry - THE DARK SIDE OF THE MOON ecoa até hoje nas caixas de som e nas cabeças de quem gosta de boa música e - por que não? de um pouco de loucura. Mesmo em tempos de cantoras adolescentes ocas, duplas sertanejas medíocres, boy bands efêmeras, technos bate-estacas e grupos de axé music, este diamante da música mundial ainda brilha em meio às trevas. Afinal, a gente se encontra no lado escuro da lua...

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Sim, Pink Floyd é minha banda de rock favorita de todos os tempos. Há quase 30 anos ouço esses caras que fizeram minha cabeça. THE DARK SIDE OF THE MOON, Wish You Were Here e The Wall são os discos que mais amo deles. E aqui eu seleciono as duas canções do DARK SIDE que mais me entusiasmam, me levam ao céu e ao inferno, com muitas escalas por todas as paradas que a mente humana pode suportar e apreciar.

Enjoy...

Ingredients:
TIME
(Mason, Waters, Wright, Gilmour)

Ticking away the moments that make up the dull day
You fritter and waste the hours in an off hand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way

Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
You are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find that ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun

And you run and run to catch up with the sun, but it's sinking
And racing around to come up behind you again
The sun is the same in a relative way, but you're older
Shorter of breath and one day closer to death

Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or a half page of scribbled lines
Hanging on in a quiet desperation is the English way
The time is gone the song is over, thought i'd something more to say


(Para quem não sabe inglês, vale a tradução que se segue)

TEMPO

As horas passam marcando os momentos
Que se vão, que formam um dia monótono
Você desperdiça e perde as horas
De uma maneira descontrolada
Perambulando num pedaço de terra
Na sua cidade natal
Esperando alguém ou algo
Que venha mostrar-lhe o caminho

Cansado de deitar-se na luz do sol
De ficar em casa observando a chuva
Você é jovem e a vida é longa
Há tempo de viver o hoje
E depois, um dia você descobrirá
Que dez anos ficaram para trás
Ninguém te disse quando correr
Você perdeu o tiro de partida

E você corre e corre para alcançar o sol
Mas ele está indo embora no horizonte
E girando ao redor da Terra para se levantar
Atrás de você outra vez
O sol permanece, relativamente, o mesmo
Mas você está mais velho
Com o fôlego mais curto
E a cada dia mais próximo da morte

Cada ano está ficando mais curto
Nunca você parece ter tempo.
Planos que tampouco deram em nada
Ou em meia página de linhas rabiscadas
Insistindo num desespero quieto
É a maneira inglesa
O tempo se foi, a canção terminou
Pensei que tivesse algo mais a dizer

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BRAIN DAMAGE
(Waters)

The lunatic is on the grass.
The lunatic is on the grass.
Remembering games and daisy chains and laughs.
Got to keep the loonies on the path.

The lunatic is in the hall.
The lunatics are in my hall.
The paper holds their folded faces to the floor
And every day the paper boy brings more.

And if the dam breaks open many years too soon
And if there is no room upon the hill
And if your head explodes with dark forebodings too
I'll see you on the dark side of the moon.

The lunatic is in my head.
The lunatic is in my head
You raise the blade, you make the change
You re-arrange me 'till I'm sane.

You lock the door
And throw away the key
There's someone in my head but it's not me.

And if the cloud bursts, thunder in your ear
You shout and no one seems to hear.
And if the band you're in starts playing different tunes
I'll see you on the dark side of the moon.


(e mais uma vez uma tradução livre em português...)

DANO MENTAL

O lunático está na grama
lembrando de jogos e corrente de margaridas e risadas
os doidos continuam no caminho

O lunático esta na sala
os lunáticos estão na minha sala
O papel grudou nos seus rostos dobrados no chão
e todo dia o menino dos papéis traz mais

e se a represa quebra depois de curtos muitos anos
e se não houver nenhuma casa em cima da montanha
e se sua cabeça explodir com mau presságio também
eu verei você no lado escuro da lua

o lunático está na minha cabeça
você afia a lâmina, você faz a escolha
você me refaz até eu ficar igual a você

olha a porta
e joga fora a chave
há alguém na minha cabeça mas não sou eu

e se a nuvem carregada trovejar em seu ouvido
e você gritar e ninguém parecer escutar
e se a banda que você está começa a tocar diferentes melodias
eu verei você no lado escuro da lua

Directions:
Harvest / EMI Records Ltd.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2005

NA ESTAÇÃO ESPACIAL OZ-65-BR




Esta é minha estação espacial OZ-65-BR. Vivo aqui há 20 anos, mas isto só virou uma estação espacial há sete, e flutua em órbita da Terra desde então. Aqui vivo sozinho, com duas tripulantes felinas que só comem, dormem e caçam gremlins, que escondem minhas coisas e tentam interferir na minha rota.

Adoro receber visitantes de todos os cantos da galáxia na minha estação espacial, porém o último vento solar e uma chuva de asteróides bagunçaram tudo por aqui. Estou tentando por as coisas em ordem para poder convidar os amigos novamente. Nos últimos tempos quase não tenho recebido visitas, a não ser de alguns dróides e uns gremlins - estes indesejáveis. Espero poder regular a gravidade, a sintonia fina de comandos e o humor do computador central, o HAL-9001 ("filho" do famoso HAL-9000, da nave Discovery) em breve.

De qualquer forma, os canais de comunicações encontram-se desimpedidos. Querendo falar comigo, é só entrar em contato. Câmbio, desligo.

domingo, 9 de janeiro de 2005

SOLIDÃO


SIDERAL
(tema do programa "Capitão Aza")
(Durval Ferreira)

Comandando uma astronave, rasgando o céu,
Vou pisando em estrelas, constelações.
Deixo longe um mundo aflito e a bomba H.
Corpo livre no infinto eu vou na estrada do sol.

Traço o rumo dos meus passos na solidão,
Ganho espaço nas revistas, televisões,
Mas os homens se destróem nas guerras vãs
E vão no pó dos sonhos em nome do amor.

Eu vou colorindo de vermelho esse céu azul.
Minha nave é um espelho rebrilha ao sol.
Pela trilha da esperança cantando amor e a paz
eu vou cantando o amor e a paz
eu vou cantando

- Alô Capitão Aza, aonde quer que você esteja responda, roger:

- Pronto Martinha! Capitão Aza na escuta! Estou no espaço pisando em estrelas. E o meu corpo está completamente livre no infinito. Eu vou na estrada do Sol, enviando a minha mensagem de amor e muito carinho para todas as crianças do universo.


Traço o rumo dos meus passos na solidão,
Ganho espaço nas revistas, televisões,
Mas os homens se destróem nas guerras vãs
E vão no pó dos sonhos em nome do amor.

Eu vou colorindo de vermelho esse céu azul
Minha nave é um espelho rebrilha ao sol
Pela trilha da esperança cantando amor e a paz
eu vou cantando o amor e a paz
eu vou cantando

Os últimos casos de Poirot que me faltam

Category:   Books

Dos 40 livros com histórias do detetive belga Hercule Poirot, criado por Agatha Christie, só me faltam estes dois:

1. "CAFÉ PRETO" ("Black Coffee", Editora Record), peça teatral escrita em 1930 e transformada em romance em 1998 por Charles Osborne, biógrafo da autora e bem-sucedido crítico de ópera e teatro;

2. "ENQUANTO HOUVER LUZ" ("While the Light Lasts", Editora Record), coleção de nove contos de Agatha Christie que nunca haviam sido publicados em livros — apenas em obscuras revistas de contos policiais das décadas de 20 e 30 --- incluindo duas aventuras inéditas do detetive Hercule Poirot, o primeiro conto escrito por ela e outras tramas de crime e terror.


Os casos de HERCULE POIROT


Description:
Este brilhante detetive belga teve uma longa e gloriosa carreira em 33 romances, 65 contos e uma peça teatral. Hercule Poirot foi criado em 1916 como o detetive protagonista do primeiro romance policial de Agatha Christie, "O Misterioso Caso de Styles", publicado em 1920. Antes de fugir para a Inglaterra durante a Primeira Grande Guerra, Poirot, um oficial aposentado da polícia belga, foi um celebrado detetive particular no continente europeu. Nessa época Poirot veio a conhecer o Capitão Arthur Hastings, que se tornou seu fiel companheiro de aventuras e ocasional narrador de suas investigações.

Em "O Misterioso Caso de Styles" o Capitão Hastings descreve seu amigo belga da seguinte forma: "Poirot era um homenzinho de aparência extraordinária. Devia ter pouco mais de 1,60m de altura, mas exibia uma imensa dignidade. A cabeça tinha exatamente o formato de um ovo e ele sempre a inclinava ligeiramente para o lado. O bigode estava sempre bem aparado, com uma rigidez militar. A roupa era tão impecável que chegava a ser quase inacreditável. Tenho a impressão de que um pouco de poeira o teria feito sofrer mais do que um ferimento a bala. Contudo, aquele dândi exótico, que agora coxeava visivelmente, algo que me entristeceu, tinha sido um dos mais destacados elementos da polícia belga. Como detetive demonstrava um flair extraordinário, alcançando triunfos espetaculares, conseguindo deslindar vários casos desconcertantes e misteriosos."

Poirot e Hastings moraram juntos em Londres por alguns anos e trabalharam em numerosos casos. Após o casamento de Hastings, Poirot mudou-se para outro apartamento, contratando o mordomo George e a terrivelmente eficiente Miss Felicity Lemon como secretária. Embora nunca tenha se casado, Poirot era irremediavelmente apaixonado pela Condessa Vera Rossakoff, que permaneceu como o amor de sua vida por três décadas.

Em sua aparição final em "Cai o Pano" (1975), Poirot estava confinado a uma cadeira de rodas, embora suas pequenas células cinzentas continuassem astutas e ativas como nunca. Ao morrer, Hercule Poirot se tornou o único personagem ficcional até então a ser honrado com um obituário na primeira página do jornal "The New York Times".

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Sou fã de Agatha Christie desde criança, mas não a lia há anos. Desde o Natal estou fazendo uma pequena maratona com alguns casos de Hercule Poirot, um de meus personagens favoritos da ficção. É ótimo para esquecer dos problemas e passar horas divertidas e vibrantes na década de 30, tentando desvendar os crimes mais absurdos e intrincados ao lado de um dos mais brilhantes detetives de que se tem notícia.

Ingredients:
Os casos de HERCULE POIROT:

1. Os Primeiros Casos de Poirot (Poirot's Early Cases, 1974, contos)
2. O Misterioso Caso de Styles (The Mysterious Affair at Styles, 1920)
3. Assassinato no Campo de Golfe (The Murder on the Links, 1923)
4. Poirot Investiga (Poirot Investigates, 1924, contos)
5. O Assassinato de Roger Ackroyd (The Murder of Roger Ackroyd, 1926)
6. Os Quatro Grandes (The Big Four, 1927)
7. O Mistério do Trem Azul (The Mystery of the Blue Train, 1928)
8. Café Preto (Black Coffee, 1930, peça teatral)
9. A Casa do Penhasco (Peril at End House, 1932)
10. Treze à Mesa (Lord Edgware Dies, 1933)
11. Assassinato no Orient Express (Murder on the Orient Express, 1934)
12. Tragédia em Três Atos (Three-Act Tragedy, 1934)
13. Morte nas Nuvens (Death in the Clouds, 1935)
14. Os Crimes ABC (The A.B.C. Murders, 1936)
15. Cartas na Mesa (Cards on the Table, 1936)
16. Morte na Mesopotâmia (Murder in Mesopotamia, 1936)
17. Morte no Nilo (Death on the Nile, 1937)
18. Poirot Perde Uma Cliente (Dumb Witness, 1937)
19. Assassinato no Beco (Murder in the Mews, 1937, contos)
20. Encontro com a Morte (Appointment With Death, 1938)
21. O Natal de Poirot (Hercule Poirot's Christmas, 1938)
22. Uma Dose Mortal (One, Two, Buckle My Shoe, 1940)
23. Cipreste Triste (Sad Cypress, 1940)
24. Morte na Praia (Evil Under the Sun, 1941)
25. Os Cinco Porquinhos (Five Little Pigs, 1942)
26. A Mansão Hollow (The Hollow, 1946)
27. Os Trabalhos de Hércules (The Labours of Hercules, 1947, contos)
28. Seguindo a Correnteza (Taken at the Flood, 1948)
29. A Morte da Sra. McGinty (Mrs. McGinty's Dead, 1952)
30. Depois do Funeral (After the Funeral, 1953)
31. Morte na Rua Hickory (Hickory Dickory Dock, 1955)
32. A Extravagância do Morto (Dead Man's Folly, 1956)
33. Um Gato Entre os Pombos (Cat Among the Pigeons, 1959)
34. A Aventura do Pudim de Natal (The Adventure of the Christmas Pudding, 1960, contos)
35. Os Relógios (The Clocks, 1963)
36. A Terceira Moça (Third Girl, 1966)
37. A Noite das Bruxas (Hallowe'en Party, 1969)
38. Os Elefantes Não Esquecem (Elephants Can Remember, 1972)
39. Cai o Pano (Curtain, 1975)
40. Enquanto Houver Luz (While the Light Lasts, contos)

Directions:
Quarenta livros da Editora Nova Fronteira, da Editora José Olympio, do Círculo do Livro e da Editora Record.

sábado, 8 de janeiro de 2005

"ASSASSINATO NO ORIENT EXPRESS" ("Murder on the Orient Express", 1974), de Sidney Lumet

Rating:★★★★
Category:Movies
Genre: Mystery & Suspense


Direção: Sidney Lumet
Roteiro: Paul Dehn, baseado no romance homônimo de Agatha Christie
Produção: Lord John Brabourne e Richard Goodwin / Paramount Pictures
Fotografia: Geoffrey Unsworth
Montagem: Anne V. Coates
Música: Richard Rodney Bennett
Direção de Arte: Jack Stephens, Tony Walton
Elenco: Albert Finney, Lauren Bacall, Ingrid Bergman, Sean Connery, Vanessa Redgrave, Martin Balsam, Richard Widmark, Jacqueline Bisset, Anthony Perkins, Jean-Pierre Cassel, Michael York, John Gielgud, Wendy Hiller, Rachel Roberts, George Coulouris, Colin Blakely, Dennis Quilley

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“Bianchi, Doctor, has it occurred to you that there are too many clues in this room?”
(Hercule Poirot)

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Sean Connery participou de excelentes filmes além de encarnar James Bond no cinema. E "Assassinato no Orient Express" é um deles. Sidney Lumet dirigiu esta adaptação impecável do romance de Agatha Christie, “a rainha do crime”, sobre um assassinato cometido a bordo do trem mais luxuoso do mundo em 1935.

O negociante aposentado Ratchett (Richard Widmark) recebe cartas anônimas ameaçadoras até que durante a viagem do Simplon Orient Express, enquanto o trem é detido pela neve, as ameaças se cumprem. Ele é descoberto em sua cabine com doze facadas no peito. Todas as pistas fazem crer que um mafioso se fez passar por funcionário do trem, invadiu a cabine, matou Ratchett e fugiu na neve. Porém o brilhante detetive belga Hercule Poirot (Albert Finney, próximo da perfeição aqui) está a bordo e “põe suas células cinzentas para funcionar”. Aturdido com o excesso de pistas, ele percebe que a solução não pode ser assim tão óbvia, que algo muito mais complexo se esconde por trás daquele crime, e com ajuda do Sr. Bianchi (Martin Balsam) – diretor da companhia e seu amigo pessoal – e de um médico grego (George Coulouris), Poirot interroga os passageiros e investiga seus passaportes e suas histórias. Os suspeitos são a tagarela Sra. Harriet Belinda Hubbard (Lauren Bacall), a missionária sueca Greta Ohlsson (Ingrid Bergman, ganhadora do Oscar de atriz coadjuvante pelo papel), o conde e a condessa Andrenyi (Michael York e Jacqueline Bisset), Hector MacQueen, secretário do morto (Anthony Perkins), o Sr. Beddoes, mordomo do morto (sir John Gielgud), a princesa Dragomiroff (Wendy Hiller) e sua dama de companhia Hildegarde (Rachel Roberts), a Srta. Mary Debenham, tradutora e secretária (Vanessa Redgrave), o Coronel Arbuthnot (Sean Connery), o condutor do trem Pierre Paul Michel (Jean-Pierre Cassel), o vendedor de carros italiano Antonio Foscarelli (Denis Quilley) e o Sr. Hardman, detetive particular (Colin Blakely).

Certamente “Assassinato no Expresso do Oriente” tem uma das tramas e situações do tipo “quem é o culpado” mais originais e surpreendentes da História da literatura e do cinema.

A trilha sonora de Richard Rodney Bennet é um presente à parte, com um tema de abertura vigoroso e que remete à década de 30, um belíssimo e empolgante tema do trem, e um lúgubre e apavorante tema de assassinato. Penei muitos anos até encontrar essa trilha em vinil, nos anos 80. Mais tarde descobri que já foi lançada em CD, mas é extremamente difícil de achar. Bem mais fácil é desvendar o assassinato de Ratchett.

A lembrar que a performace de Albert Finney na pele do mais famoso detetive de Agatha Christie, o afetado e vaidoso belga Hercule Poirot, é um dos melhores exemplos de adequação de um ator a um personagem. Tony Randall e Peter Ustinov que já encarnaram o papel que me desculpem, mas não chegam nem à sombra do Poirot de Finney, que é absolutamente perfeito. David Suchet, o Poirot da série de TV inglesa "Agatha Christie's Poirot", apresentado pelo canal Multishow, é seu sucessor natural, pois tem talento e um phisique du role muito próximo, mas não a ponto de tirar o posto de melhor Poirot já feito do perfeccionista Albert Finney. Se Hercule Poirot realmente existisse no mundo real, creio eu que seria exatamente como em "Assassinato no Orient Express".

segunda-feira, 3 de janeiro de 2005

ALMOST THERE...


Acabei de assistir ao trailer de "Star Wars - Episode III: Revenge of the Sith" no cinema. Finalmente. Por três minutos voltei a ter 12 anos de idade novamente. Senti a adrenalina fluindo enquanto meus olhos se recusavam a piscar. É indescritível vislumbrar imagens inéditas do maior de todos, the dark lord of the Sith, numa sala escura de cinema.

Agora faltam poucos meses.

Darth Vader está chegando.