segunda-feira, 18 de julho de 2005

Conto (8): "GATOS", de Oswaldo Lopes Jr.


 


O livro escorregou do seu colo e caiu no chão. O sr. Ballard continuou sentado com uma expressão desapontada nos olhos. Seus olhos lhe doíam. O volume adormecido aos seus pés esperava por uma reação - que não aconteceu. O homem cansou-se da leitura. Achou mais interessante estudar o eco provocado pela queda do livro. Cheirava aquele som. Depois de tantos anos, tantos séculos, seus sentidos misturavam-se. Era infantilmente divertido sentir o sabor da luz, ouvir o suave frio da tarde... cheirar o eco de um livro que cai. Importava-se mais com essa percepção instintiva do que em ler. Mesmo livros não adiantava mais. Aliás, nunca adiantara nada. Tinha passado toda a sua existência naquela casa e nunca tinha visto outro ser igual a ele.


Convivia, isso sim, com gatos. Gatos vagabundos que iam e vinham, faziam-lhe companhia e sumiam. Conhecera dezenas, centenas, milhares, milhões. Só gatos. Nunca os mesmos. Todos vinham e iam. Sempre. Deviam formar uma grande população se por acaso se encontrassem todos juntos. Se por acaso, bem longe dali, pois pelo que sabia, gatos miavam e nunca tinha sentido o cheiro de nenhum miado nas redondezas, em todo esse tempo. Os gatos surgiam do nada e voltavam para onde tinham vindo. Talvez como ele. Desde que surgira do nada pensava nisso. O sr. Ballard viu o pelo morno de Jones, um gato malhado muito esperto que o visitava ultimamente, roçando-lhe a perna da calça. O gato coleou preguiçosamente para a janela da frente e pulou sobre o parapeito. Olhava para o sr. Ballard e para fora seguidamente, como um convite. Um convite, uma reação que dessa vez aconteceu.


O homem levantou-se, dirigiu-se para a porta e ousou. Pela primeira vez na sua existência de séculos cruzava aquela soleira. Abriu a porta e, tardiamente, hesitou. A luz, a atmosfera exterior envolveu-o por completo e o sr. Ballard tombou sem emitir um som. A luz o sorveu, mastigou, comeu toda a carne do seu corpo.


Jones olhou sem espanto. Aproximou-se e cheirou o que sobrara daquele homem milenar. Nada especial. Virou-se e caminhou para o nada além da porta, talvez para junto dos outros da sua espécie. Já não fazia diferença para o sr. Ballard. Muito menos para os gatos.


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(Conto escrito há mais de 20 anos. Foto gatunada do fotolog http://www.fotolog.net/buntekuhs)


 

domingo, 17 de julho de 2005

DE VOLTA AOS DEZ ANOS DE IDADE



 

Belém do Pará, dezembro de 1975. Um pirralho de dez anos vai ao cine Palácio, perto da praça da República, com duas primas mais velhas assistir ao grande lançamento cinematográfico daquele verão, o filme "Tubarão", do jovem diretor Steven Spielberg. A censura indicava que era "impróprio para menores de 14 anos", mas como meu primo de 14 anos era mais baixo do que eu com dez, entrei sem problemas. No saguão, sem tirar os olhos dos posters e dos lobbycards do filme, bebi Fanta Limão e comi uma barra de Chokito pela primeira vez. A sessão foi um verdadeiro ritual de iniciação para mim. Lembro bem que na cena em que Quint é devorado por Bruce, o tubarão branco, eu tentei enfiar minha cabeça dentro da gola da camisa. E saí do cinema com os olhos brilhando, louco para comprar o livro de Peter Benchley, a Seleções de Reader's Digest que trazia uma matéria sobre os bastidores da produção ("Tubarão, o filme que quase não foi feito") e tudo o mais relativo ao filme e a tubarões brancos em geral. Eu estava irremediavelmente apaixonado por uma criatura que existe em nosso planeta muito antes dos humanos caminharem pela Terra. Estava determinado a ser biólogo marinho. Na verdade um ictiólogo, para me especilizar no comportamento dos Carcharodon carcharias.

Rio de Janeiro, julho de 2005. Quase 30 anos depois um recém quarentão se reúne com alguns amigos na sala 3 do Espaço Unibanco de Cinema em Botafogo para uma sessão única, exclusiva e inesquecível. No programa, um festival de trailers de 24 filmes vistos na minha infância, adolescência e começo da idade adulta, que fizeram minha cabeça e meu coração ao longo desses anos. Mas como atração principal, o filme, O FILME. O primeiro a ultrapassar 100 milhões de dólares nas bilheterias, o que inaugurou a era dos blockbusters e mudou a cara do cinema norte-americano, o que deixou praias vazias em todo o mundo por dois verões seguidos. Mas acima de tudo aquele que me fez sonhar com a vida marinha, que me fez estudar tubarões por conta própria, que me fez aprender a mergulhar com aqualung, que me aproximou cada vez mais dos oceanos e desses magníficos animais que causam medo e admiração nas pessoas. Nessa noite além da imaginação "Tubarão" estava novamente no cinema, na tela grande, na sala escura, com toda a pompa e circunstância que o espetáculo merece. Com direito ao poster original e a todos os lobbycards com cenas do filme na porta da sala de projeção (hábito infelizmente extinto pelas distribuidoras), uma improvisada caracterização como o meu maior role model do cinema - o oceanógrafo Matt Hooper - e até uma réplica da placa de "proibido nadar - praia fechada" (cortesia do meu amigo Augusto, um precoce fã do filme). Na falta da saudosa Fanta Limão, pelo menos uma barra de Chokito para saciar a saudade do meu paladar.


Sem dúvida, uma noite inesquecível para todos os que amam cinema, para todos os que estavam lá e que curtiram, como eu, cada segundo dessa legítima sessão de volta ao passado. Trinta anos essa noite. Trinta anos atrás, revividos em outro contexto. Mas vivos, muito vivos novamente, na minha memória afetiva e em todo o meu entusiasmo infantil. Muitíssimo obrigado a todos os amigos que compartilharam esse acontecimento comigo.


Ontem eu voltei a ter dez anos de idade.


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NO PROGRAMA, TRAILERS ORIGINAIS DOS FILMES:


1. "Horror de Drácula" (57), de Terence Fisher, com Christopher Lee, Peter Cushing e Michael Gough;

2. "O Corvo" (63), de Roger Corman, com Vincent Price, Boris Karloff e Peter Lorre;

3. "O Abominável Dr. Phibes" (71), de Robert Fuest, com Vincent Price, Joseph Cotten e Terry-Thomas;

4. "As Sete Máscaras da Morte" (73), de Douglas Hickox, com Vincent Price, Diana Rigg e Ian Hendry;

5. "A Fantástica Fábrica de Chocolate" (71), de Mel Stuart, com Gene Wilder, Peter Ostrum e Jack Albertson;

6. "O Destino do Poseidon" (72), de Ronald Neame, com Gene Hackman, Ernest Borgnine e Shelley Winters;

7. "O Exorcista" (73), de William Friedkin, com Ellen Burstyn, Jason Miller e Max Von Sydow;

8. "Jovem Frankenstein" (74), de Mel Brooks, com Gene Wilder, Peter Boyle e Marty Feldman;

9. "A Profecia" (76), de Richard Donner, com Gregory Peck, Lee Remick e David Warner;

10. "Rocky Horror Picture Show" (75), de Jim Sharman, com Tim Curry, Susan Sarandon e Richard O'Brien;

11. "Monty Python e o Cálice Sagrado" (75), de Terry Jones, com Graham Chapman, John Cleese e Michael Palin;

12. "Guerra nas Estrelas" (77), de George Lucas, com Mark Hammill, Carrie Fisher e Harrison Ford;

13. "Contatos Imediatos do Terceiro Grau" (77), de Steven Spielberg, com Richard Dreyfuss, François Truffaut e Melinda Dillon;

14. "A Vida de Brian" (79), de Terry Jones, com Graham Chapman, Eric Idle e Terry Gilliam;

15. "Laranja Mecânica" (71), de Stanley Kubrick, com Malcolm McDowell, Patrick Magee e Warren Clarke;

16. "Alien, o Oitavo Passageiro" (79), de Ridley Scott, com Sigourney Weaver, Tom Skerrit e John Hurt;

17. "O Iluminado" (80), de Stanley Kubrick, com Jack Nicholson, Shelley Duvall e Scatman Crothers;

18. "O Império Contra-Ataca" (80), de Irvin Kershner, com Mark Hammill, Carrie Fisher e Frank Oz;

19. "Os Caçadores da Arca Perdida" (81), de Steven Spielberg, com Harrison Ford, Karen Allen e Paul Freeman;

20. "Pink Floyd - The Wall" (82), de Alan Parker, com Bob Geldof, Bob Hoskins e Eleanor David;

21. "O Retorno de Jedi" (83), de Richard Marquand, com Mark Hammill, Carrie Fisher e Ian McDiarmid;

22. "Indiana Jones e o Templo da Perdição" (84), de Steven Spielberg, com Harrison Ford, Kate Capshaw e Ke Huy Quan;

23. "Brazil - O Filme" (85), de Terry Gilliam, com Jonathan Price, Kim Greist e Michael Palin;

24. "Indiana Jones e a Última Cruzada" (89), de Steven Spielberg, com Harrison Ford, Sean Connery e Alison Doody.

 

E COMO ATRAÇÃO PRINCIPAL:

 

"TUBARÃO" ("JAWS", 1975), de Steven Spielberg. Com Roy Scheider, Robert Shaw, Richard Dreyfuss, Lorraine Gary e Murray Hamilton. Roteiro de Peter Benchley e Carl Gottlieb baseado no romance de Benchley. Música de John Williams. Fotografia de Bill Butler. Montagem de Verna Fields. Desenho de Produção de Joe Alves. Efeitos especiais de Robert Mattey. Produção executiva de William Gilmore Jr.. Filmagem de tubarões vivos de Ron e Valerie Taylor. Produção de Richard Zanuck e David Brown para a Universal Pictures.

 

Oscars de Melhor Trilha Sonora (John Williams), Melhor Montagem (Verna Fields) e Melhor Som (John Carter e Robert Hoyt) de 1975.

 

sábado, 9 de julho de 2005

A CASA DOS QUARENTA


Maurício: "Quem já entrou na Casa dos Quarenta sabe o que estou sentindo. Eu entrei. E a porta se fechou atrás de mim. As tábuas rangiam sob os meus pés. Tento fugir mas já não encontro o trinco da porta."


Amanhã, dia 10 de julho, levanto acampamento e me mudo definitivamente para a Casa dos Quarenta. Nunca imaginei que chegaria a esse ponto. Quando eu mal entrava na Casa dos Vinte, uma namorada me disse que era espantoso eu ainda estar vivo, pelo jeito que atravessava a rua, olhando pro tempo, ao invés de para a direita e esquerda. O fato é que eu consegui atravessar muitas ruas até chegar aqui, às portas da Casa dos Quarenta, ileso, sem nenhum acidente.


Helena: "E pensar que eu passei pela Casa dos Trinta sem aproveitar nada. Olhei para a Casa dos Quarenta e achei atraente. Me imaginava madura, realizada. Entrei. Não podia imaginar que a Casa dos Quarenta seria assim por dentro. Perdi a festa da Casa dos Trinta e agora não posso voltar."


A Casa dos Trinta não foi muito condescendente comigo. Pelo menos não fisicamente. Ganhei barriga e algumas dezenas de amaldiçoados quilos a mais. Uma diminuição preocupante do fôlego e do bom e velho preparo físico. E uma barba cerrada que uma amiga insiste em dizer que me faz parecer um grande cineasta. A Casa dos Vinte foi mais generosa. Namoradas, trabalhos, viagens, amigos, muita coisa boa. Se bem que a experiência que a Casa dos Trinta deixou foi inigualável. Parece que tem coisas que a gente só aprende mesmo com o tempo.


Maurício: "E aqui estou eu, cercado de fantasmas, suando frio e me apalpando. As pessoas invariavelmente começam a se apalpar na Casa dos Quarenta. Para verem se é verdade, e que dorzinha é aquela."


Não compartilho da crise pessoal que muita gente atravessa ao se deparar com a Casa dos Quarenta. Quando entrei na Casa dos Trinta, me disseram que a vida começava lá. Hoje, dez anos depois, tenho a forte suspeita de que a vida começa aqui. Se bem que a vida começou mesmo há várias casas atrás. Minha infância foi fantástica! Talvez seja por isso que carrego ela comigo até hoje. Suspeito que vou precisar muito dela aqui, na Casa dos Quarenta.


Helena: "Tento desistir da idéia, tento voltar. Invento que esqueci minha bolsa na Casa dos Trinta, a saída. Mas só há uma saída na Casa dos Quarenta: a que dá para a Casa dos Cinquenta."


Meu avô morreu na Casa dos Oitenta. Meu pai na Casa dos Setenta e minha mãe na Casa dos Sessenta. Agora, entregando as chaves da Casa dos Trinta e seguindo em frente, percebo que pra sair da Rua dos 'Enta, só se cruzar a barreira dos Cem. De preferência com cinto de segurança, airbag e com o motor sempre revisado. Mas não que sair da Rua dos 'Enta seja fundamental. O importante mesmo é saber curtir a vida. E evitar pegar friagem e nunca esquecer de comer vegetais.


Maurício: "Depois de uma certa idade a gente só enxerga os pés de longe, lá embaixo... e nós já fomos tão íntimos! Quando eu era bebê brincava com meus pés. Mordia, lambia. Depois nunca mais estivemos tão próximos. Às vezes tento visitá-los, mas a coluna não deixa. Viver é ir lentamente se distanciando dos pés."


Há uns anos atrás estava conversando com um velho amigo e surgiu o assunto de que já não éramos mais jovens. Daí pra falar de pequenas dores, herança genética e remédios foi um pulo. Quer dizer, pulo não, porque nos faltava o preparo físico. O pior foi perceber, no meio do papo hipocondríaco, que alguns anos antes nós costumávamos falar de namoradas, festas e prazeres mais apropriados à juventude. Batemos na boca e deixamos de lado a conversa quase mórbida, para nunca mais retomá-la.


Helena: "A vida é como uma gangorra. Quando você chega aos quarenta, está no topo. Tem uma visão privilegiada de tudo. Se sente realizada, superior, a tal. Por dezessete segundos. Depois começa a descida."


Sempre convivi com pessoas bem mais velhas e bem mais novas do que eu, sem o menor problema. Porém tenho algo que classifico como uma "disfunção mental", que desde sempre me fez sentir como se tivesse a "idade certa". E o resto do mundo a "idade errada" (como se isso existisse!). Isto é, não importa se eu tinha 8, 12, 19, 27, 33 ou 39 anos, eu sempre estava na idade que se deveria ter para curtir a vida adoidado. E quem era bem mais velho ou bem mais novo que eu, estava com algum problema. Sim, eu sei, é uma visão maluca, torta e egocêntrica da vida. Mas eu sempre senti as coisas dessa forma, instintivamente. Sim, quando penso nisso, também acho uma besteira completa. Tomara que na Casa dos Quarenta eu não queira brigar comigo mesmo por encarar o mundo desse jeito.


Maurício: "Na verdade é que aos quarenta, pela primeira vez na vida você se dá conta que vai morrer. Que a morte não é como briga de casal, que só acontece com o vizinho. Fazer quarenta anos é o avesso de entrar na Academia de Letras: você ganha uma festa e se torna um mortal."


De uma certa forma, a morte sempre me acompanhou. Já perdi amigos, parentes, pai, mãe. Como a maioria das pessoas, pensei muito em morte na adolescência. Felizmente isso passou. Até um tempo atrás. Mas isso também passou. A morte, como é encarada pelo ocidente, não faz parte da minha vida. Minha mãe era messiânica e aprendi muito com a cultura oriental sobre a vida e a morte. Neil Gaiman, Akira Kurosawa e Allan Kardec me mostraram que a morte nada mais é do que uma passagem, e uma parte tão importante da vida quanto qualquer outra. Sem falar que é inexorável. Afinal, da vida, uma das poucas certezas que temos é de que ninguém sairá vivo dela.


Helena: "Aos quarenta anos você entra na meia-idade. Chama-se meia-idade porque é um meio termo. É quando o espírito meio que quer e a carne meio que não pode mais. Na meia-idade tudo é pela metade. A meia-idade é uma mer..."


Quando eu tinha 17, 19 anos, comecei a me fascinar por mulheres mais velhas. Sempre namorei mulheres mais velhas que eu. Na Casa dos Vinte tive duas namoradas da minha idade. Até que ao entrar na Casa dos Trinta me apaixonei à primeira vista por uma bela menina. Pela conversa e maturidade, pensava que ela tinha 25 anos. Quando já estava irremediavelmente louco por ela, após o começo do relacionamento, descobri que ela tinha... 16 anos! Passei algumas semanas me xingando no espelho do banheiro, com preconceito contra mim mesmo. Mas apesar de ter que encarar um infame "papa-anjo" sempre que escovava os dentes, tudo se resolveu. Afinal eu sempre aparentei ser mais novo e ela jurava que eu tinha 23 anos. No balanço das coisas, ela era dois anos mais velha que eu, hehehe!


Maurício: "À medida em que a gente vai envelhecendo, as letras diminuem! Jornal, catálogo telefônico, bula de remédio. Devia ser o contrário. As crianças aprenderiam a lerem grandes livros de filosofia, com a letrinha miúda. E na velhice as letras ficariam progressivamente maiores. À medida que nossos olhos se cansam."


Bem, a porta da Casa dos Quarenta já se assoma diante de mim. Entro da Rua dos 'Enta talvez para nunca mais sair. Vamos ver o que essa Casa, essa Rua têm a me ensinar. Pois depois de quatro décadas, pelo menos uma certeza eu tenho. Como diria Indiana Jones, "o que importa não são os anos, e sim a quilometragem"!



Texto de Oswaldo Lopes Jr. (na véspera de entrar na Casa dos Quarenta) e de Luís Fernando Veríssimo.

domingo, 3 de julho de 2005

MINIATURAS - CINE - VEÍCULOS






"We're gonna need a bigger boat!..."

(Martin Brody, Chefe de Polícia de Amity, ao dar de cara com o tubarão branco de 8 metros que ele, Quint e Hooper estão caçando à bordo do Orca, em "Tubarão", 1975)

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"She'll make point five past lightspeed. She may not look like much, but she's got it where it counts, kid. I've made a lot of special modifications myself. But we're a little rushed, so if you'll just get on board, we'll get out of here."

(Han Solo em "Guerra nas Estrelas", 1979, mostrando que apesar da aparência de velha, a Millennium Falcon é turbinada)


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Este é o sexto álbum com miniaturas, desta vez apenas com veículos que foram celebrizados pelo cinema. Carros, caminhões, diligências, barcos, submarinos, espaçonaves, foguetes, discos voadores e até máquinas do tempo que saltaram do celulóide para linhas de produção das fábricas de brinquedos e depois para as prateleiras dos colecionadores. Verdadeiros personagens de filmes de John Ford, Robert Wise ou Stanley Kubrick, estes veículos à princípio não são destinados a crianças, mas a adultos que curtem a sétima arte e os ícones que os levaram a estradas sem fim, a mares nunca dantes navegados, a galáxias muito, muito distantes, muito além da imaginação.

P.S.: Assim como os anteriores, este álbum pode aumentar a qualquer momento em edição extraordinária!

MINIATURAS - CINE - 1990-2003





"We begin by coveting what we see every day. Don't you feel eyes moving over your body, Clarice? And don't your eyes move over the things you want?"

(Hannibal Lecter em "O Silêncio dos Inocentes", 1991, explicando os mecanismos da cobiça)


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Este é o quinto álbum com miniaturas de personagens famosos. Aqui estão personagens de filmes modernos e contemporâneos lançados entre 1990 e 2003. Mais uma vez priorizei as figuras mais curiosas e interessantes que pude achar na internet, nos sites mais diversos. Algumas vezes vocês poderão ver o mesmo personagem várias vezes, mas de fabricantes ou em poses diferentes.

Aqui existem miniaturas industrializadas de vários fabricantes - Kenner/Hasbro, Mattel, McFarlane Toys, entre outros -, além de estatuetas feitas de resina, vinil e diversos materiais, e bonecos "customizados", isto é, construídos por amadores de forma bastante fiel aos seus personagens favoritos.

Continuo me surpreendendo com a descoberta de miniaturas de filmes e personagens que nunca imaginei que tivessem público interessado em possuir tais itens colecionáveis.


P.S.: Assim como os anteriores, este álbum pode aumentar a qualquer momento em edição extraordinária!

sábado, 2 de julho de 2005

THAT BELONGS IN A MUSEUM!




Em comemoração ao aniversário do Dr. Henry Jones Jr., eminente professor e arqueólogo norte-americano, que completou 106 anos no último dia 1o. de julho, aqui está uma pequena amostra de objetos de sua coleção particular e algumas preciosidades históricas de museus que hoje guardam suas descobertas. Também podemos ver páginas do seu diário, com anotações desde 1908. Objetos como uma réplica do cartão de baseball que ele deu de presente ao então jovem Krishnamurti em 1910 quando visitou Benares, na Índia, o bilhete de passagem do R.M.S. Titanic ou o cartaz do show da cantora Willie Scott no Club Obi Wan em Xangai, em 1935, estão entre as raridades.

Certos itens, naturalmente, são réplicas baseadas nas descrições do Dr. Jones (como o Santo Graal ou a Arca da Aliança, por exemplo), já que nunca foram resgatados.

Para saber mais sobre a vida do Dr. Henry Jones Jr., clique aqui.

sexta-feira, 1 de julho de 2005

FELIZ ANIVERSÁRIO, DR. JONES!


 


Hoje um dos maiores arqueólogos do mundo faz aniversário. Com 106 anos de idade, o professor e arqueólogo norte-americano Henry Jones Jr. foi responsável por incríveis descobertas que revolucionaram a ciência moderna e o século 20. Mais de um século de pura aventura.


 


Nascido em julho de 1899 em Nova Jersey - onde mora atualmente - o Dr. Henry Jones Jr. é bem mais que um cientista e acadêmico. Ele é um homem que soube viver a vida. Soldado, espião, barman, tradutor, explorador, professor e arqueólogo, Henry Jones Jr. já fez de tudo um pouco e esteve praticamente em todos os cantos do mundo, inclusive nas frestas mais remotas esquecidas por Deus. Com apenas 13 anos foi um dos sobreviventes do trágico naufrágio do R.M.S. Titanic. Durante a Primeira Guerra Mundial, quando lutou na Europa ao lado do exército belga e da inteligência francesa, era conhecido por nomes tão diversos como Capitão Henri Defense, Tenente Pierre Blanc ou Igor. Mas acabou adotando o codinome "Indiana" Jones, em homenagem ao cachorro de estimação de sua infância.


 


Aluno na primeira turma de arqueologia da Universidade de Chicago, o Dr. Jones estudou com o lendário antropólogo Fay-Cooper Cole. Em seguida foi para a Sorbonne, na França, onde se formou em 1925. A partir daí participou de escavações na Grécia, França, Escócia e Guatemala, China, Peru e no Brasil, entre outros lugares.


 


Nestes 106 anos de aventuras, ele combateu nazistas, guerreiros tugues e gângsters, fez amigos como Picasso, Houdini, Albert Schweitzer, Krishnamurti, Charles De Gaulle e Lawrence da Arábia; e amou mulheres como Mata Hari, a escritora Edith Wharton e a cantora Willie Scott. E hoje, aposentado e cercado de filhos, netos e bisnetos, rejeita humildemente o título de "o arqueólogo do século". Mas para quem conhece a vida dessa grande figura humana, sabe muito bem que se aventura tem um nome, este é Indiana Jones!


 


 


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Para lembrar, eis aqui alguns dos mais importantes feitos e descobertas do Dr. Henry Jones Jr.:


 


1925 - Participa de escavações na Escócia e pesquisas em Stonehenge;


1926 - Encontra, junto com Deirdre Campbell, sua primeira esposa, a MÁSCARA DE CAMOZOTZ, um Deus Maia, na Guatemala;


1927 - Descobre os restos da ARCA DE NOÉ, no Monte Ararat, na Turquia;


1935 - Descobre no fundo do oceano Pacífico, ao largo das Ilhas Marquesas, o SANTUÁRIO DO DIABO DO MAR; encontra as CINZAS DE NURHACHI, o último imperador da dinastia Manchu, da China; resgata, do Palácio de Pankot, na Índia, as PEDRAS SAGRADAS DE SANKARA, após descobrir que o lugar é um centro de fanáticos adoradores da Deusa Kali e guerreiros Tugues, um terrível culto hindu, considerado extinto há séculos;


1936 - Encontra a ARCA DA ALIANÇA, nas ruínas de Tânis, no Egito, disputada também pelos nazistas;


1937 - Viaja até a Argentina e ao Peru em busca dos BRAÇOS DE OURO DE CHIMU TAYA, místicas e valiosas peças mortuárias dos Incas;


1938 - Resgata a CRUZ DE CORONADO, após 26 anos de procura; junta-se a seu pai, o Professor Henry Jones, na busca do SANTO GRAAL, mais uma vez lutando contra os nazistas; após encontrar os MANUSCRITOS ORIGINAIS DE BUDA numa caverna no Nepal, o Dr. Jones participa de uma expedição - com a Dra. Sophia Hapgood - através da Ásia em busca da escritura da revelação divina; durante a jornada, encontra a cidade perdida de SHANGRI-LA, no Himalaia;


1939 - Encontra o DIÁLOGO PERDIDO DE PLATÃO e se junta novamente a Dra. Hapgood numa expedição em busca da lendária cidade de ATLÂNTIDA, no fundo do Mar Mediterrâneo;


1941 - Acha o VELO DE OURO - a lã mágica procurada por Jasão na mitologia grega - numa escavação na Grécia durante a invasão alemã; com a ajuda da comissária russa Tamara Jaglova, recupera a ESPADA DE GENGHIS KHAN;


1945 - Junta-se mais uma vez ao Professor Henry Jones e resgata a LANÇA DE LONGINUS, que supostamente matou Jesus durante a crucificação das mãos dos nazistas, na Irlanda;


1947 - Encontra a PEDRA FILOSOFAL, dividida em três pedaços, em três países diferentes. Roubada por um grupo de ex-nazistas, a pedra é destruída por seu próprio poder.