segunda-feira, 12 de setembro de 2005

CONTATOS IMEDIATOS NA TORRE DO DIABO




When You Wish Upon A Star
(Letra e música de Ned Washington e Leigh Harline)

When you wish upon a star
Makes no difference who you are
Anything your heart desires
Will come to you

If your heart is in your dreams
No request is to extreme
When you wish upon a star
As dreamers do

Fate is kind
She brings to those who love
As sweet fullfillment of
their secret drowns

Like a boat out of the blue
Fate steps in and see's you through
Moma when you wished upon a star
Your dreams come true


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Depois da histórica sessão de "Tubarão" em junho numa praia de Martha's Vineyard (onde o filme foi rodado, e cujas fotos podem ser vistas aqui), no último dia 3 de setembro, sábado, foi a vez de outro clássico de Steven Spielberg ser exibido no lugar onde foi filmado. "Contatos Imediatos do Terceiro Grau" (1977) teve uma sessão muito especial aos pés da Torre do Diabo, a singular montanha no Estado americano de Wyoming escolhida pelos pacíficos alienígenas para fazer o primeiro contato com os seres humanos.

Centenas de pessoas se reuniram diante de uma grande tela de cinema montada ao ar livre, próximo à Torre do Diabo, para uma inesquecível e única sessão de cinema. A festa começou com um concurso de escultura em purê de batata, que deveriam reproduzir a montanha num prato cheio do tubérculo. Em seguida houve a exibição de vários trailers, incluindo "E.T.", "Os Caçadores da Arca Perdida" e "Tubarão". Finalmente, à luz do crepúsculo iluminou o início da sessão de "Contatos Imediatos do Terceiro Grau", o primeiro filme de FC desde "O Dia em que a Terra Parou" (51) a mostrar criaturas do espaço como pacíficos visitantes.

Ninguém reportou se a gigantesca nave-mãe voltou a aparecer sobre o público para assistir ao filme. Mesmo assim eu daria tudo para ter estado lá.

Para ler em detalhes o relato de alguém que esteve presente nessa sessão mágica e emocionante, clique aqui.

domingo, 11 de setembro de 2005

NOVA CANTINA DE MOS EISLEY




A Cantina de Mos Eisley - também conhecida como Chalmun's Cantina - no planeta Tatooine, nos confins da galáxia, acabou de passar por uma reforma geral. Agora foi arrendada por um dono de bar norte-americano chamado Rick Blaine, que decidiu mesclar o estilo de seu famoso Café em Casablanca com a cara intergalática dado pelo antigo proprietário wookie. Por isso o grande luminoso acima da entrada principal indica o novo nome do estabelecimento: Rick's Café Americáin, como sua matriz no Marrocos.

Este é o lugar ideal para relaxar ouvindo boa música (Figrin D'an and the Modal Nodes, The Max Rebo Band e o pianista Sam costumam se apresentar aqui), e beber um bom leite azul, jawa juice, uísques, conhaque Dreher, refrigerantes extintos em outras partes da galáxia ou mesmo um copo de groselha Milani. Aqui se reúnem os melhores pilotos de todo o espaço, além de alienígenas e criaturas de todo tipo e sorte.

Mas cuidado porque entre jedis, heróis e superheróis também se encontram bandidos, assassinos, vilões e trombadinhas intergaláticos! Portanto mantenham seus robôs do lado de fora, seu dinheiro bem guardado no bolso e a mão no coldre de sua pistola laser ou de seu sabre de luz para qualquer eventualidade!

Afinal mesmo depois da reforma e da nova direção, este continua sendo o reduto onde se concentra o pior da escória e vilania da galáxia!

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Notem as mesas de botecos cariocas com tampo de mármore na calçada, os vários posters e luminosos de bebidas raras e de "procura-se", os utensílios e canecas do bar, e as citações a vários filmes, seriados de TV e desenhos animados, como "Casablanca", "Os Caçadores da Arca Perdida", "Tubarão", "Metrópolis", "2001: Uma Odisséia no Espaço", "E.T.", "Alien", "Predador", "O Exterminador do Futuro", "Superman", "Supergirl", "Toy Story", "Arquivo X", "Perdidos no Espaço", "Galáctica", "Thunderbirds", "Papaléguas", "Ligeirinho", entre outros... basta procurar com atenção! ;-))

Não deixem de ver também a velha Cantina de Mos Eisley original e as fotos do Palácio do Jabba depois da reforma e com novas fotos, postadas no dia 12 de setembro!

DIVIRTAM-SE! E QUE A SUA CARTEIRA ESTEJA SEMPRE COM VOCÊ!


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Agradecimentos aos amigos Paulo Salerno, Nei Lima e Tibério "Outlander", sem os quais essas fotos não poderiam ter sido feitas. Valeu, pessoal!

FEIRA DA PRAÇA XV, UM EXERCÍCIO DE IMAGINAÇÃO


 

Sábado de manhã é dia de malhação. Não o tipo de malhação tão popular nas academias e praças de esporte da cidade, mas de um tipo de exercício que quase nenhum adulto faz e que é lei no universo infantil. Estou falando de exercitar a mente, mais especificamente a criatividade, a imaginação. Sábado de manhã é dia de passear na Feira de Trocas da Praça XV, no Centro do Rio.

Na ativa desde meados dos anos 70, a Feira de Trocas acontece todo sábado, das 5 da madrugada até às 2 da tarde, debaixo do viaduto da Praça XV. No começo merecia esse nome, pois na maioria das negociações o vil metal não estava presente. As pessoas levavam objetos de casa que não queriam mais e trocavam com os barraqueiros, por novos objetos de desejo e outros itens curiosos. Lembro que uma vez meu pai me levou lá quando eu tinha 10 ou 11 anos para trocar um jogo de tabuleiro que já tinha cansado. A ironia do destino é que o troquei por outro jogo de tabuleiro, este chamado TROCA. Nem preciso dizer que ele virou o símbolo da feira para mim.

Redescobri a Feira de Trocas no final dos anos 90 e passei a freqüentá-la quase que religiosamente, todo sábado de manhã. Antigamente eu chegava lá depois das 11 da manhã. Mas como já tinha ouvido falar que ela começava de madrugada, e que era preciso madrugar para achar alguns pequenos tesouros, um dia resolvi conferir. Atravessei uma sexta-feira à noite sem dormir e às 4:30 parti para a Praça XV com a curiosidade aguçada. Era preciso uma lanterna para examinar as poucas barracas que já estavam começando suas ofertas, mas quando o sol resolveu aparecer, realmente ficou mais fácil descobrir algumas pérolas perdidas no tempo.

A Feira da Praça XV tem qualidades fabulosas. A primeira é que você pode arrematar vários pedaços de sonhos e peças surpreendentes por verdadeiras bagatelas. Há uns três anos uma querida amiga paulista esteve lá comigo e comprou uma jaqueta jeans encrustada de terra e poeira por 2 reais. Mais tarde ela lavou a jaqueta e viu que estava em perfeito estado, e já amaciada pelo tempo. A terra e a sujeira saíram por completo e ela pode usar uma roupa única, com um custo ínfimo. Eu mesmo costumo pagar cerca de 1 ou 2 reais por cada item quando vou lá. Ontem saí de lá com 8 objetos nos quais gastei 12 reais - entre eles uma réplica em plástico perfeita da estatueta do Oscar. E ainda vendi uma caixa de miniaturas por 30 reais e um carrinho de ferro por 10 reais. Uma vez fui à Feira com 7 reais e saí de lá com 3 itens - um postal, um chaveiro e um brinquedo - e ainda com troco no bolso.

Outra grande qualidade da Feira é exercitar a imaginação, como já disse no início do texto. Como faço maquetes e dioramas, estou sempre pensando em como incrementar e subverter meus pequenos mundos em miniatura. Minha criatividade, sempre provocada pelos badulaques da feira, transforma molas, chaveiros, brinquedos, rótulos de bebidas antigas, miniaturas e outros bricabraques em objetos funcionais e imprescindíveis dentro dos dioramas. Objetos que nunca passaram pela cabeça dos fabricantes de brinquedos, maquetes e miniaturas. Cada sábado é uma verdadeira malhação da imaginação, ao olhar cada coisa e vê-la transformada em outra pelos olhos da mente e da criatividade. É como um passeio no Jardim da Criação.

Um colega que vive de comprar e vender brinquedos já faturou pequenas fortunas comprando bonecos de coleções infantis como 'Meu Querido Pônei', 'Moranguinho' e 'GI-Joe' por trocados e os revendendo na internet para colecionadores ingleses, americanos e japoneses por milhares de dólares.

Além disso, mesmo se você não estiver interessado em gastar nada, corre o risco de encher os olhos de lágrimas se deparando com lembranças da sua infância. LPs, álbuns de figurinhas, brinquedos de lata, roupas antigas, relógios, carrinhos, plastimodelos e bonecos Mug de pano preto e quadriculado resgatam a emoção da infância e adolescência perdida de cada um. Enfim, a Feira de Trocas da Praça XV é garantia certa de diversão, nostalgia, bons negócios e ótimas surpresas.

 

quarta-feira, 24 de agosto de 2005

VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA


Poema de Manuel Bandeira


"Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro bravo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito a beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água.
Pra me contar histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóides à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
Lá sou amigo do rei
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada."


 

NOBODY HOME (Pink Floyd)


Description:
Música e letra de Roger Waters.

Do álbum THE WALL (1979), o 11o. do Pink Floyd.


Ingredients:
I got a little black book with my poems in
Got a bag, with toothbrush and comb
When I’m a good dog they sometimes throw me a bone

I got elastic bands keeping my shoes on
Got those swollen hands blues
Got thirteen channels of shit on the TV to choose from

I got electric light
And I got second sight
Got amazing powers of observation
(and that is how I know)

When I try to get through
On the telephone to you
There’ll be nobody home

I got the obligatory hendrix perm
And the inevitable pinhole burns
All down the front of my favorite satin shirt

I got nicotine stains on my fingers
I got a silver spoon on a chain
Got a grand piano to prop up my mortal remains

I’ve got wild, staring eyes
And I got a strong urge to fly
But I got nowhere to fly to
(fly to... fly to... fly to... fly to...)

Ooooo babe!
When I pick up the phone
There’s still nobody home

I got a pair of gohills boots
I got fading roots


Directions:
Outra diretamente do fundo do poço... praticamente uma ode à solidão... com Richard Wright num dos arranjos de piano mais lindos jamais ouvidos num álbum de rock.

ONE OF MY TURNS (Pink Floyd)


Description:
Música e letra de Roger Waters.

Do álbum THE WALL (1979), o 11o. do Pink Floyd.


Ingredients:
Day after day, love turns gray
Like the skin of a dying man.
And night after night, we pretend its all right
But I have grown older
And you have grown colder
And nothing is very much fun any more.
And I can feel one of my turns coming on.
I feel cold as a razor blade,
Tight as a tourniquet,
Dry as a funeral drum.

Run to the bedroom,
In the suitcase on the left
You'll find my favorite axe.
Don't look so frightened
This is just a passing phase,
One of my bad days.
Would you like to watch TV?
Or get between the sheets?
Or contemplate the silent freeway?
Would you like something to eat?
Would you like to learn to fly?
Would'ya?
Would you like to see me try?

AAAH, no!

Would you like to call the cops?
Do you think it's time I stopped?
Why are you running away?


Directions:
Paranóia, esquizofenia, depressão, solidão... a trilha perfeita para quando tudo isso bater à porta.

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

CHOWBASO JABBA'S PALACE!




(tradução do huttese: BEM-VINDO AO PALÁCIO DO JABBA!)


Como já disse no álbum de fotos da Cantina de Mos Eisley, sou fã de "Star Wars" desde o tempo em que se chamava "Guerra nas Estrelas", mais precisamente desde janeiro de 1978, quando o filme estreou no Brasil. E sempre gostei de montar dioramas, cenários, maquetes, desde criança. Juntar esses dois prazeres foi fácil, depois que comecei a colecionar os "action figures" da saga (mais conhecido como "bonequinhos" pelos leigos).

No início de 1999 a Kenner/Hasbro (a empresa que fabrica as miniaturas oficiais de "Star Wars" nos EUA) lançou dioramas em papelão para os colecionadores montarem dois dos cenários favoritos da trilogia clássica com suas miniaturas: a Cantina de Mos Eisley e este Palácio do Jabba the hutt (fotos 1 e 2). Ter apenas os bonecos enfileirados numa estante sempre me pareceu uma coisa meio boba. O que me interessava era montar cenas dos filmes, reproduzir na minha casa alguns dos momentos mais empolgantes dos filmes que mais amo - e anarquizá-las. Com a ajuda da Hasbro, montei meu primeiro diorama de "Guerra nas Estrelas" (foto 3), meio pobrinho ainda, com poucas figuras e bem fiel ao filme onde ele aparece, "O Retorno de Jedi". Ficou exposto na estante da sala da minha casa durante um bom tempo, ao lado do diorama de papelão da Cantina de Mos Eisley. Com o tempo fui reorganizando a estante, aumentando o cenário, acrescentando mais personagens e - principalmente! - botando a imaginação para funcionar, muito além dos filmes.

Finalmente agora consegui uma grande prateleira exclusiva para o diorama do Palácio e pude deixar a anarquia e a irreverência rolar solta num dos lugares mais temidos do planeta Tatooine. Com o mesmo espírito infame e bem-humorado que mantenho no diorama da Cantina, acrescentei outros personagens ao cenário: Alien como o novo "bicho de estimação" do tratador Malakili (depois da morte do Rancor); o Predador se confraternizando com seus colegas caçadores de recompensas (ou bounty hunters); o sapo dançarino dos desenhos da Warner numa participação especial do show da Max Rebo Band e Sy Snoottles; Obelix curtindo o show; o pobre javali Pumba de "O Rei Leão" com a cabeça empalhada como prêmio de caça, ao lado do Han Solo congelado em carbonita; um cartaz de "procura-se" de George Lucas "por ter traído à saga com a nova trilogia"; um jawa matando a sede num bebedouro, já que o calor de Tatooine é de lascar... etc.

Meus objetivos na montagem desses dioramas são os seguintes: primeiro, reproduzir o mais fielmente possível os cenários, as cenas e as posições dos personagens nos filmes; segundo, anexar e adaptar outros personagens e elementos que não tenham a ver com a saga de George Lucas mas que tenham lógica e coerência em estar presentes nas maquetes; terceiro, criar cenas e situações bem-humoradas, como se fossem pequenos cartuns, sátiras exclusivas em 3-D, inclusive com objetos que produzam uma sensação de nonsense em quem observa.

E sétimo: voltar a ter 6 anos de idade. :-))

DIVIRTAM-SE! E não deixem de (re)visitar o álbum da Cantina de Mos Eisley, com novas fotos, novos personagens, cenas e elementos humorísticos!

Fotos tiradas with a little help from my friend Nei Lima! Valeu pela Força, Nei!

TWOOS PA REETA BAH FLOOTAH!
("Que seus fluidos se mantenham sempre frescos", tradicional saudação hutt) :-P