quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

EPIFANIA

Hoje, no bissexto dia 29 de fevereiro, quarta-feira, por volta das 20h40, voltando pra casa do trabalho no ônibus 162 (ex-572), tive uma epifania. Na falta de uma palavra mais apropriada. Vamos ver aonde isso vai me levar.

domingo, 27 de novembro de 2011

OUTROS TEATROS MUPPET




Aqui estão dois dioramas do Teatro Muppet para alocar as figuras dos Muppets lançadas pela Palisades Toys entre 2002 e 2005, construídos por dois gringos talentosos.

O primeiro, nas primeiras 72 fotos, é do designer canadense Lance Cardinal. Um trabalho extraordinário, deslumbrante, minucioso, detalhista, magnífico e perfeito. Fico até com vergonha de estar construindo eu mesmo um diorama do Teatro Muppet diante dessa pequena e fantástica obra de arte.

O segundo é de um colecionador americano chamado Christian W., que participa do Muppet Central Forum. A maquete nem está tão caprichada assim, porém a construção das figuras inéditas de personagens que participavam do Muppet Show está espetacular.

Para maiores informações sobre o Teatro Muppet de Lance Cardinal, dois links: http://www.actionfigureinsider.com/features/an-interview-with-playset-customizer-lance-cardinal/ e http://lancecardinal.blogspot.com/2011/03/scratch-built-palisades-muppet-theatre.html

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

EXPO-COLEÇÕES STAR WARS 2003




Aqui estão as duas pirâmides de papel couro que construí em 2003 para a primeira Expo Coleções de Star Wars realizada no Forte de Copacabana. Só fiz esse álbum porque achei essas fotos perdidas no meu computador e para lembrar da referência de mais uma das minhas construções "maquetísticas" (como diria Odorico Paraguaçu).

domingo, 23 de outubro de 2011

MANSÃO BATES (PSYCHO HOUSE)




Finalmente, quase dois anos depois de montar a Mansão Bates - a famosa casa de Norman Bates e sua mãe, do clássico "Psicose", de Alfred Hitchcock - em papel, através do site http://www.haunteddimensions.raykeim.com, começo a construção da colina onde fica a casa mais emblemática da História do cinema de horror. Acabei de construir a escadaria da colina - que leva à Mansão Bates - toda em papelão e papel pluma. E consultando sempre dezenas de fotos da locação original, pra fazê-la o mais fiel possível ao filme.

O mais legal de tudo é o planejamento da coisa. Passei mais de uma semana pensando em qual material fazer essa escadaria. Cogitei papel paraná, EVA, papel pluma... até encontrar uma folha imensa de um papelão grosso aqui em casa, comprado e não usado para o fim inicial. E é divertido ver que longas "tripas" de papelão de 2,5cm de largura se transformam numa escadaria, através do uso simples de estilete e cola de madeira. Fiz as laterais da escadaria com um pedaço de papel pluma que achei aqui. O trabalho braçal é grande mas o prazer de ver a peça tomando forma dá um prazer enorme!

E engraçado pensar que quem é leigo nesse trabalho deve imaginar "por que não fazer a colina primeiro e depois colar a escadaria nela?", sem entender que o mais importante é ser fiel à maquete em questão. A colina onde fica a Mansão Bates pode ter qualquer altura e forma, mas a escadaria de pedra tem um desenho e um tamanho próprios, únicos e peculiares. Portanto o mais importante é começar fazendo a escadaria do jeito que ela é, do jeito que aparece nos filmes "Psicose", "Psicose II" e "Psicose IV" (aliás esses dois últimos mostram todo o terreno de forma bem mais detalhada que o filme original de Hitchcock).

Depois de terminar a escadaria, fiz uma caixa com o que sobrou do papelão para servir de base estrutural para a colina, onde a Mansão Bates se localiza. Em seguida colarei a estrutura da escadaria ao lado da caixa, na devida posição, e farei a tradicional lambança de papier-maché com muito jornal, cola e água, dando forma à colina, em torno da caixa de papel paraná e da estrutura da escadaria. E pra terminar, pinto com Acrilex, colo serragem e imitação de vegetação rasteira em miniatura e arrumo uns gravetos imitando árvores secas em torno da mansão.

Conforme eu for prosseguindo na construção dessa maquete, vou tentar fotografar e publicarei aqui as fotos do processo.

Não sei quando vou terminar isso, mas como já dizia um filósoso, o mais importante e prazeroso não é chegar num ponto, e sim percorrer o caminho até ele.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

TINTIN + LOVECRAFT




Grandes delírios criativos do designer inglês Murray Groat misturando o personagem criado por Hergé e o universo soturno do mestre Lovecraft. Bem que Steven Spielberg poderia transformar uma dessas idéias em filme.

http://muzski.deviantart.com/

sábado, 20 de agosto de 2011

ESBOÇO PARA MAIS UMA CRÔNICA DO CARA

Cansado, com sono, de cara pro beco sem saída do fim do dia, o cara tenta buscar refúgio na melhor, mais intensa e mais brilhante lembrança da infância perfeita. O tesouro mais precioso, mais do que a mãe perdida, do que as musas etéreas, do que a memória das ex-namoradas. Um conforto há tanto desejado, todo dia, sempre. Enquanto o corpo repousa na cama e no travesseiro cúmplice, a mente se acalenta, a alma viaja pra longe e o cara sorri, pouco antes de dormir. Dormir, talvez sonhar.

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É preciso continuar.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

DOIS MONSTROS DO JAZZ




Minha dupla de músicos de jazz favoritos! Os dois são FERAS dos metais! Hehehe!

É justamente esse tipo de fotos que faz com que colecionar action figures seja um hobby tão divertido!

domingo, 20 de março de 2011

MEU TEATRO DO MUPPET SHOW




Fotos da construção do palco do meu Teatro Muppet, na estante da sala, feitas no último sábado, 19 de março de 2011.

Desde 2007, quando comprei o Adventure Kermit (ou "Caco Indiana Jones") e descobri as fantásticas figuras dos Muppets da Palisades Toys (que faliu em 2006), sonhava em comprar o Backstage Playset - o maior, mais caro e mais raro cenário da coleção, representando os bastidores do Teatro Muppet - e em construir esse palco ao lado. Dessa forma, e com a aquisição de várias figuras dos personagens, eu teria o meu próprio Teatro do "MUPPET SHOW", um dos programas que eu mais adorava no final da minha infância e início da adolescência. Porém naquele momento era impossível tornar realidade esse meu pequeno sonho de colecionador de figuras de cultura pop. E eu imaginava que isso seria quase inatingível.

De março de 2010 pra cá felizmente tudo mudou para melhor. Consegui o Backstage Playset por um bom preço, hoje tenho 22 figuras dos Muppets, três playsets, tudo comprado lacrado (o que para um colecionador faz muita diferença!) e estou construindo o palco do teatro todo em madeira. Ainda tem muito trabalho a ser feito, mas trabalho extremamente prazeroso. E em breve terei o meu próprio Teatro do "MUPPET SHOW" na estante da sala de estar!!!

Nas fotos, à esquerda, o Backstage Playset; à direita, o palco do teatro em construção (muita coisa vai mudar ainda!). E nas últimas fotos o playset do seriado "Porcos no Espaço", que era apresentado como um quadro dentro do "MUPPET SHOW", os velhos rabugentos Waldorf e Statler diante de um grande buffet, e o Caco Indiana Jones, que abriu minha coleção.

sábado, 19 de março de 2011

MAIS LILLIPUTIANOS!




Hoje, graças à generosidade do meu amigo Felipe Trotta, que me emprestou a câmera digital dele, FINALMENTE fiz algumas fotos das minhas últimas aquisições! :-D

Aqui estão o Caco "Indiana Jones", Chewbacca e um stormtrooper relaxando entre beldades e enchendo a cara de cerveja, o Monstro da Lagoa Negra usando bóia pra não se afogar, o Mutante de Metaluna comendo uma banana, o Sweetums dos Muppets confraternizando com Darth Vader, o Fokker DR1 do Barão Vermelho pendurado na estante, "The Dude" Lebowski e o Cowboy bebendo juntos, a Regan d"O Exorcista" sendo observada pelo Mulder e pela Scully, com seus bichos de estimação ao lado (Frajola, Piu-Piu, Sansão e o gatinho filhote de unhas afiadas), o Action Figure Display de selva com o T-Rex comendo as vítimas apavoradas de filmes B, Snoopy no canil de "The Thing" implorando pro McCready não atirar nele, alguns lobisomens, o Alien e o Predador, a turma do "Toy Story", o "BIG WAZOWSKI" (um crossover de "O Grande Lebowski" com "Monstros S.A."), Don Corleone, dois mini-dioramas do Chuck Jones (Pernalonga, Patolino e Hortelino, e Papaléguas e Coiote), Darkman, Batman e minha coleção de Coringas.

DIVIRTAM-SE!

LAR 2011




Fotos feitas hoje, sábado, 19 de março de 2011, aqui em casa, graças à inestimável ajuda dos meus amigos Felipe e Juliana. Comemorando semana que vem um ano de "volta por cima", depois de uma longa e tenebrosa Idade das Trevas, vou arrumando meu canto, deixando-o cada vez mais pessoal. Sei que preciso arrancar esse carpete e colocar um piso frio, preciso raspar e pintar essas paredes, preciso reformar esses sofás, preciso comprar duas poltronas e umas mesinhas. Mas aos poucos vou botando a casa - e a vida - em ordem.

Pode até estar um exagero de informações visuais, uma poluição visual grande, mas assim mesmo é a minha cara: cinema, fotos, quadrinhos, livros, televisão, posters, miniaturas e dioramas. Pelo menos tem bastante espaço físico pra todo mundo se movimentar por aqui. E luz, muita luz! Graças aos céus!

domingo, 30 de janeiro de 2011

ROWLF E SEU PIANO (FEITO POR MIM!)




Passei este domingo (30/01/2011) construindo esse piano-armário para a figura do Rowlf, do "MUPPET SHOW". Fiz com uma caixa de charutos pequena (Panatela), um pedaço de caixa de DVD Amaray, madeira, papelão, palitos de picolé, um hashi, cola de madeira e tintas marrom e preta.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

ZÉLIA DUNCAN ABRINDO 2011

2011 sem dúvida alguma será um ano maravilhoso, assim como foi 2010 pra mim! Já começou com um show da minha queridíssima musa Zélia Duncan no Arpoador ao cair da tarde, no Parque Garota de Ipanema, de graça! MAGNÍFICO!!! SENSACIONAL!!! MARAVILHOSO!!!

Essa mulher canta e me encanta absolutamente! E além das belíssimas músicas que me fazem tão bem à alma, do sorriso largo e sincero dela que me recarrega as baterias, ainda tive o privilégio dela, na saída do show, pegar na minha mão e dizer "te vi lá do palco, cantando e sorrindo. Obrigado!"

Estado de graça é pouco!!!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

NATAL CHEGANDO!




Pela primeira vez em muitos anos vou ter um Natal decente. Por "decente" entende-se "com dinheiro, empregado, ocupado, com perspectivas de vida". E com tudo isso posso voltar a ter 10 anos novamente sem nenhuma culpa, com muita alegria e muito entusiasmo. E os presentes mais esperados por Papai Noel - alguns desejados há vários anos! - são estes abaixo, que estão chegando por aí!

Mas se você quiser contribuir com a alegria de uma criança, é só escolher outro nas minhas listas de DVDs, CDs e action figures do desejo... :-)

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A ASSOMBRAÇÃO DA CASA DA COLINA, de Shirley Jackson


Description:
Quatro pessoas - Dr. John Montague, investigator do sobrenatural; a tímida e reclusa Eleanor; a sensual e determinada Theodora; e o jovem Luke, herdeiro da casa - se hospedam na supostamente assombrada Casa da Colina, a fim de observar e estudar os fenômenos paranormais e estranhos ali existentes e até então sem explicação.

A crítica do Wall Street Journal e Stephen King, em seu livro Dança Macabra, colocam o livro como "uma das maiores histórias de casa mal-assombrada já escritos" e "um dos melhores e mais importantes romances de terror do século 20". The Haunting of Hill House foi escrito em 1959 por Shirley Jackson, importante autora da literatura norte-americana do pós-segunda guerra, que influenciou artistas como Neil Gaiman, Stephen King e Richard Matheson. Shirley Jackson constrói minuciosamente um clima de medo e tensão, sem jamais resvalar para o óbvio e explícito, num brilhante romance que merece ser lido por todos os amantes da literatura fantástica.

Ingredients:
Como exemplo das qualidades literárias de A Assombração na Casa da Colina, eis aqui os parágrafos de introdução das partes I e II do romance de Shirley Jackson, que por si só já falam muito:

I

"Nenhum organismo vivo pode existir com sanidade por longo tempo em condições de realidade absoluta; até as cotovias e os gafanhotos, pelo que alguns dizem, sonham. A Casa da Colina, nada sã, erguia-se solitária em frente de suas colinas, agasalhando a escuridão em suas entranhas; existia há oitenta anos e provavelmente existiria por mais outros oitenta. Por dentro, as paredes continuavam eretas, os tijolos aderiam precisamente a seus vizinhos, os soalhos eram firmes e as portas se mantinham sensatamente fechadas; o silêncio cobria solidamente a madeira e a pedra da Casa da Colina, e o que por lá andasse, andava sozinho."

II

"Nenhum olho humano pode isolar a coincidência infeliz de linhas e locais que sugerem malignidade na fachada de uma casa. E no entanto alguma justaposição demente, algum ângulo defeituoso, algum encontro fortuito de telhado e céu transformavam a Casa da Colina em um lugar de desespero, mais amedrontadora porque a fachada da Casa da Colina parecia estar acordada, vigiando pelas janelas vazias e erguendo com sarcasmo a sobrancelha de uma cornija. Quase todas as casas, tomadas de surpresa ou vistas de um ângulo inesperado, podem olhar humoristicamente alguém que as observe; até uma chaminé brincalhona, ou uma janelinha de água-furtada que parece uma covinha, podem dar ao observador um senso de camaradagem; mas uma casa arrogante e cheia de ódio, sempre defensiva, só pode ser maligna. Essa casa, que parecia de alguma forma ter se formado por si só, aglomerando-se em seu poderoso molde sob as mãos de seus construtores, acomodando-se em sua própria construção de linhas e ângulos, erguia sua enorme cabeça contra o céu sem qualquer concessão à humanidade. O exorcismo não pode alterar o semblante de uma casa; a Casa da Colina ficaria assim como estava até ser destruída."

Directions:
A Assombração da Casa da Colina
(The Haunting of Hill House)
de Shirley Jackson. 1959.
Tradução de Edna Jansen de Mello.
Capa de Jader Marques Filho.
Coleção Mestres do Horror e da Fantasia.
Editora Francisco Alves, 1983.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Espécies extintas


"Esse Rio de Janeiro! O homem passou em frente ao Cinema Rian, na Avenida Atlântica, e não viu o Cinema Rian. Em seu lugar havia um canteiro de obras. Na avenida Copacabana, Posto 6, passou pelo Cinema Caruso. Não havia Caruso. Havia um negro buraco, à espera do canteiro de obras. Aí alguém lhe disse: 'O banco comprou.' (...)"

(Carlos Drummond de Andrade, na crônica "Os Cinemas Estão Acabando")

* * *

Uma das coisas que mais me dói ao andar pela minha cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro é constatar a extinção dos grandes cinemas de rua. Tudo bem, sei que sou nostálgico, me assumo como tal, sei que há prós e contras quanto à nostalgia, mas tenho saudades do Rio da minha infância e adolescência sim, qual o problema?

A tal da globalização neo-liberal já devastou muita coisa nesse mundo, entre elas as grandes salas de cinema de rua, e deu boas-vindas aos nefastos conglomerados ianques como Cinemark e UCI, entocados nos shopping centers. São salas confortáveis, com apoio pro refrigerante, boa projeção e som digital, mas e daí? O que perdemos com isso? Trocou-se o sagrado ritual de ir ao cinema (ao menos para mim) por "fazer uma horinha" entre uma compra e outra nos movimentados shoppings da cidade. Em vez de comprar um ingresso e poder assistir ao filme quantas sessões desse na veneta - direito inalienável até há alguns anos atrás -, os cineminhas de shopping expulsam você "delicadamente" no fim da sessão. É o mesmo espírito do fast food: o fast movie, de alta rotatividade e a "filosofia" do tô-pouco-ligando-pra-se-você-gosta-de-cinema. Magia do cinema? O que é isso mesmo?

Tenho muitas saudades dos cinemas da minha infância. Lembro bem do cine Azteca (foto da direita, colorida), na rua do Catete, 228, onde hoje funciona o Centro Comercial do Catete. Foi nesse verdadeiro templo que assisti à maioria dos filmes de Walt Disney. Aí e no saudoso cine Vitória, na rua Senador Dantas, no Centro do Rio, que hoje virou estacionamento. Dá para acreditar que esse prédio sensacional da foto, que imitava um templo asteca estilizado, com 1780 lugares, foi posto abaixo para a construção de um centro comercial fuleiro? Pois é. É o tal do "progresso".

Tenho muito orgulho de ter visto "Guerra nas Estrelas", "King Kong" (76) e "Um Passe de Mágica" no grande São Luiz, no Largo do Machado, quando era um cinema só, gigantesco, com vários andares de galerias e um lustre descomunal pendendo do teto. Saboreei "Contatos Imediatos do Terceiro Grau", "Um Convidado Bem Trapalhão" e "1941" no Pathé, na Cinelândia, segunda sala de cinema do país e hoje lamentavelmente transformado em Igreja Universal. Mergulhei em "20.000 Léguas Submarinas" no cine Império, também na Cinelândia, e do qual hoje não sobrou nenhum resquício, virou um prédio comercial com janelas de vidro fumê.

Viajei com "Blade Runner" no cine Rian (foto embaixo à esquerda), de frente para a Praia de Copacabana, com cerca de 1000 lugares, que em 1983 deu lugar a um hotel. Me assombrei com "O Iluminado" no cine Ópera, na Praia de Botafogo, que virou loja da Casa & Vídeo. Delirei com "Pink Floyd - The Wall", "Janela Indiscreta" e "Paris, Texas" no cine Veneza, fechado até hoje e prometido para ser reaberto como centro cultural. Mas cadê patrocínio? E cadê aquele mega-cinema que abriu o FestRio 1984?

O cine Palácio, no Passeio Público foi um caso à parte. Tido como cinema de referência para os produtores e distribuidores de cinema (já ouvi produtor de cinema brasileiro dizendo que se um filme foi bem no Palácio, iria bem no Brasil inteiro), foi minuciosamente reformado há poucos anos, serviu de sede de alguns festivais de cinema e de outros eventos, pra fechar as portas em definitivo há cerca de dois anos atrás, após ser comprado por um hotel das redondezas. Reformaram a fachada original, dos anos 30, época da inauguração do Palácio, e PRA QUÊ? Pra doer mais ainda vê-lo de portas cerradas, às escuras, com destino incerto. Mas para não fugir à regra, foi no Palácio que esbarrei com Robert De Niro ao sair de uma sessão de "Brazil - o Filme" de Terry Gilliam (onde De Niro fez uma participação). Foi lá também que vi "Alien", "Dublê de Corpo" e "O Iluminado" dublado. Entre centenas de outros filmes.

Porém o cinema do qual mais sinto falta é o extraodinário METRO BOAVISTA (foto), também no Passeio Público, ao lado de onde era a Mesbla (que também acabou e virou Lojas Americanas), simplesmente O MELHOR CINEMA que essa cidade já conheceu. Foi onde me deleitei com a grande maioria dos filmes de Steven Spielberg - entre muitos outros. Quem nunca foi ao Metro Boavista não consegue imaginar como era a experiência sensorial de acompanhar Indiana Jones em busca da Arca da Aliança, das Pedras de Sankhara e do Santo Graal naquela imensa tela côncava, com som impressionante, 952 cadeiras confortabilíssimas, ar sempre gelado e pipoca sempre quentinha. Era o paraíso na Terra para qualquer um que ama o cinema!

Hoje - salvo engano - sobram apenas o Odeon, o Roxy e o Leblon nas ruas do Rio de Janeiro. Enquanto isso a maioria das pessoas se aglomera em salinhas minúsculas nos shopping centers da cidade. E o pior é que acham o máximo! Definitivamente a ignorância é uma bênção.

Quando eu ganhar na mega-sena, compro o Metro Boavista e mostro a vocês como se assiste cinema de verdade.

sábado, 3 de julho de 2010

Sentido da vida

Uma coisa eu aprendi. De todas as pessoas que conhecemos - do jornaleiro da esquina até nossos pais e amigos mais próximos - 70% pouco se importam conosco. 25% torcem pra que a gente se ph*#@. 4% ficam felizes com nosso sucesso. E 1% REALMENTE se sentem realizados com nosso sucesso como se fossem deles próprios.

Os amigos verdadeiros são o sentido da vida. Coisa muy rara hoje em dia.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

INCOERÊNCIAS DE QUEM CURTE FUTEBOL NA COPA

Texto do blog Planeta Laranja (http://planetalaranja.blogspot.com/2010/06/incoerencias-de-quem-curte-futebol-na.html), copiado aqui porque faço minhas as palavras do autor.

* * * * * * * *

Bom, hoje começa a tal copa do mundo. Nota-se uma gigantesco fanatismo, caracterizado pela obsessiva atração pelo campeonato que acontece a cada 4 anos. Não se vê esse doentio amor em outros setores da humanidade e nem em outros campeonatos esportivos.

Eu resolvi fazer uma lista de incoerências relacionadas com os "patriotas de copa", esses fanáticos que pensam que estão certos só porque cultuam algo que a maioria cultua (Marias-vão-com-as-outras?). Como o fanatismo é algo irracional e doentio, absurdos são muito comuns na hora de defender essa verdadeira mania nacional que incomoda quem quer fugir dessa hipnose coletiva.

Vamos a nossa listinha de absurdos:

- Confundem a "seleção" com o próprio país e acham que os jogadores representam o nosso povo.

- Tratam o futebol como dever cívico e não como uma mera forma de diversão.

- Nunca são patriotas em assuntos sérios. Mas na copa passam a "amar" o Brasil.

- Só gostam da seleção oficial de futebol (a que joga nesta copa). Outras modalidades de futebol (feminino, júnior, salão, praia) são ignoradas pelos mesmos.

- Acham que os jogadores fazem uma importante missão caridosa e heróica, apenas empurrando as bolas nas traves.

- Os torcedores acham que não são manipulados pela mídia, mas fazem tudo perfeitamente como mandam os meios de comunicação.

- Falam que os jogadores da "seleção" são patriotas. Mas a maior parte deles joga e mora em outros países.

- Os torcedores canalizam a alegria que não tem na vida à vitória da "seleção" em uma copa.

- Essa seleção oficial de futebol (atualmente chefiada pelo treinador Dunga) é conhecida apenas como "seleção", como se não existisse seleção de outras coisas.

- Acham que os jogadores representam o povo brasileiro.

- Acham justo que um jogador ganhe fortunas sem sequer completar o ensino básico (primário) enquanto quem se forma em faculdade tem dificuldade de encontrar emprego e quando encontra, ganha muito menos do que merecia.

- O país interrompe suas atividades para ver um jogo da "seleção".

- Quem não costuma gostar de futebol passa a gostar em época de copa, por achar que é um "dever cívico".

- Se acham no direito de fazer barulho na hora que querem sem respeitar o direito dos outros ao sossego.

- Falam mal do Galvão, mas é com ele que querem assistir os jogos. Ele é uma "cheerleader" perfeita.

- O Hino Nacional Brasileiro é quase sempre relacionado aos eventos de futebol.

- Todo jogador é considerado "um anjo", "bom caráter", e não há escândalo que tire de cada um deles essa reputação.

- Querem que a "seleção" vença de qualquer maneira, como se ela fosse mudar o destino de nosso país.

- Quando percebem que alguém não curte futebol, esse alguém é tratado como uma ameaça, um inimigo a ser evitado, mesmo que quem goste de futebol tenha todo o apoio da mídia e de toda a sociedade.

- Deixam de comprar o necessário para comprar algum supérfluo relacionado à copa. E ainda acham que não é supérfluo.

- Os torcedores têm a ilusão de que estão fazendo algo de importante para a nação e que os jogadores irão retribuir o carinho dos mesmos torcedores.

- Chegam a fazer orações, novenas, procissões sérias para que a "seleção" ganhe o campeonato.

- Acreditam que quando o Presidente da República recebe a seleção, está recebendo na verdade os "soldados" que irão "defender a nação" em uma "guerra".

- Também acreditam na impossibilidade de falcatruas e maracutaias para ajudar a "seleção" a vencer na moleza. Mesmo sendo a pátria do "jeitinho", os torcedores acreditam que a "seleção" é honesta.

- No desespero, querem associar a paixão esportiva à ciência, à rebeldia, à politização ou a valores mais elevados, na tentativa de negar a futilidade desse ufanismo.

- Os torcedores chamam quem não gosta de louco, mas quem gosta é que assume características de desequilíbrio mental ao demonstrar seu amor ao futebol.

- E mesmo nessa incoerência toda, os "patriotas de copa" vivem dizendo que são "inteligentes" e "conscientizados" e se irritam, quando são chamados de alienados.

- E quando a copa acaba, mesmo com a "seleção" campeã, volta tudo como era antes, provando que toda a dedicação fanática em prol de 11 amarelados sempre é algo totalmente fútil e inútil.

Ora, me deixem dormir!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Curso O HORROR NA SALA ESCURA - A HISTÓRIA DO MEDO NO CINEMA

MEU NOVO CURSO COMEÇA SEMANA QUE VEM, PESSOAL!!!!!!!!!!!!

Curso
O HORROR NA SALA ESCURA - A HISTÓRIA DO MEDO NO CINEMA
Com o professor Oswaldo Lopes Jr. (este que vos escreve)
Data de início: 06 de maio, quinta-feira
Horários: Toda as quintas, de 19h às 22h
Duração: de maio a agosto
Carga horária: 14 aulas de 3h cada, total: 42h

Local e inscrições: GUITAR CLUB RJ - Rua Visconde Pirajá, 303/206, Ipanema, Rio de Janeiro/RJ - tel.: (21) 2247-9321 - www.guitarclub.com.br